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Apagão durante jogo do Brasil revolta moradores de Paraty e amplia desgaste da Enel

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 30 de jun.
  • 2 min de leitura

Paraty – Enquanto milhares de brasileiros acompanhavam a partida da Seleção Brasileira, moradores de diversos bairros de Paraty voltaram a enfrentar um velho problema: a falta de energia elétrica. Nas redes sociais, consumidores relataram que o fornecimento foi interrompido justamente durante o jogo, provocando indignação e uma nova onda de críticas à Enel.


O episódio reacende um problema que já deixou de ser tratado como pontual. Em Paraty, as quedas de energia vêm se repetindo com frequência e, para boa parte da população, a sensação é de abandono. Comerciantes acumulam prejuízos, moradores convivem com eletrodomésticos danificados e famílias enfrentam horas — e, em alguns casos, dias — sem qualquer previsão confiável de restabelecimento.


As reclamações ganharam força nas redes sociais, onde consumidores acusam a concessionária de não oferecer respostas claras nem atendimento compatível com a gravidade da situação. O apagão durante o jogo apenas aumentou a revolta de quem afirma pagar uma das tarifas mais altas do país para receber um serviço que consideram precário.


A crise no fornecimento de energia em Paraty não é novidade. Nos últimos meses, moradores organizaram protestos, bloquearam vias e cobraram providências diante de sucessivos apagões. Em bairros como Trindade e A Forquilha, houve relatos de comunidades permanecendo dias sem energia, afetando residências, comércios e o turismo, principal atividade econômica do município.


O histórico da concessionária também pesa contra sua imagem. Em diferentes momentos, autoridades municipais e lideranças políticas denunciaram a fragilidade da rede elétrica e cobraram investimentos urgentes para evitar novos apagões. O problema chegou a atingir até mesmo a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), um dos eventos culturais mais importantes do país, reforçando que as falhas deixaram de ser episódios isolados para se transformar em uma crise recorrente.


A repetição dessas ocorrências levanta um questionamento inevitável: até quando consumidores continuarão pagando regularmente por um serviço que não entrega a confiabilidade esperada? Energia elétrica não é um luxo. É um serviço essencial, indispensável para residências, hospitais, escolas, comércios e para o funcionamento de toda a economia local.


Enquanto a Enel continua apresentando justificativas para cada novo apagão, a população cobra algo muito mais simples: investimentos, manutenção eficiente e respeito ao consumidor. Afinal, a paciência dos moradores de Paraty parece estar se esgotando muito antes da energia voltar.



 
 
 

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