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Protesto contra Milei termina em confronto e deixa jornalistas feridos em Buenos Aires

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 1 minuto
  • 2 min de leitura

Uma manifestação contra o governo do presidente Javier Milei terminou em confronto com as forças de segurança nesta sexta-feira (7), em Buenos Aires. O protesto, realizado nas proximidades do Congresso argentino, deixou pelo menos 12 pessoas detidas e cinco feridos, entre eles dois profissionais de imprensa e três policiais.


A mobilização reuniu sindicatos, partidos de oposição e movimentos sociais que protestavam contra medidas defendidas pelo governo e, principalmente, contra um projeto em análise no Senado que flexibiliza as regras para a compra de terras por estrangeiros.


Durante o ato, a tensão aumentou depois que manifestantes bloquearam algumas vias utilizando contêineres de lixo e avançaram contra as barreiras montadas pela polícia. Em meio à confusão, uma bandeira dos Estados Unidos que estava instalada na fachada de um estabelecimento comercial foi retirada e incendiada.


Com o agravamento dos confrontos, as forças de segurança recorreram a caminhões equipados com jatos d’água, gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes. Segundo informações divulgadas pela imprensa argentina, cerca de 820 agentes federais foram mobilizados para a operação.


Mesmo após a dispersão da maior parte do público, pequenos grupos permaneceram nas imediações do Congresso e continuaram os confrontos. Segundo a polícia, pedras e outros objetos foram lançados contra os agentes, enquanto manifestantes arrancaram pedaços do calçamento das ruas.


A repressão também atingiu profissionais que acompanhavam a manifestação. Um fotógrafo sofreu um ferimento na cabeça durante a ação policial, enquanto um cinegrafista de televisão foi atingido por disparos de balas de borracha.


Três policiais também precisaram de atendimento hospitalar depois de serem atingidos na cabeça por pedras lançadas durante os confrontos.


A mobilização ocorre em um cenário de crescente tensão política na Argentina. As políticas econômicas e sociais implementadas pelo governo Milei têm provocado sucessivas manifestações de sindicatos, movimentos sociais e setores da oposição.


No centro do atual conflito está o projeto que altera as restrições para a aquisição de terras por estrangeiros. Críticos da proposta afirmam que a flexibilização pode comprometer o controle argentino sobre áreas consideradas estratégicas e levantam preocupações relacionadas à soberania nacional.


O episódio diante do Congresso expõe novamente o ambiente de forte polarização que atravessa a Argentina e coloca em evidência o difícil equilíbrio entre o direito à manifestação e a atuação das forças de segurança durante protestos de grande dimensão.



 
 
 

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