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Apagões se multiplicam em Volta Redonda, e prefeito Neto é cobrado por falta de respostas à população

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
há 2 minutos
2 min de leitura

Interrupções no fornecimento de energia voltaram a provocar transtornos após as chuvas de novembro. Problemas também atingiram o abastecimento de água, enquanto moradores aguardam providências da Prefeitura, da Câmara Municipal e da Light.


As constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica em Volta Redonda estão se transformando em motivo de preocupação para moradores de diferentes bairros. Depois das fortes chuvas de segunda-feira (2), novas reclamações vieram à tona, reacendendo o debate sobre a qualidade do serviço prestado pela Light e, principalmente, sobre a atuação do poder público municipal diante de um problema que afeta diretamente a rotina da população.


O que chama a atenção é que os transtornos não se limitam aos períodos de temporal. Há registros de interrupções que comprometem o funcionamento de equipamentos públicos e chegam a prejudicar o abastecimento de água.

Em outubro, o próprio Saae-VR confirmou os impactos da falta de energia na Estação de Tratamento de Água (ETA) Belmonte. A paralisação de bombas comprometeu o abastecimento em diversos bairros. Em outro episódio, registrado nos dias 25 e 26 de outubro, a falta de eletricidade em uma bomba também prejudicou o fornecimento de água para Jardim Amália e Jardim Normandia.


Os episódios levantam uma questão que a administração do prefeito Antonio Francisco Neto precisa responder: quais providências estão sendo tomadas para impedir que problemas na rede elétrica continuem comprometendo serviços essenciais?


Os indicadores nacionais da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) também merecem atenção. A Light passou da 17ª posição no ranking de continuidade das grandes distribuidoras, em 2023, para a 27ª em 2025. O indicador de desempenho global de continuidade subiu de 0,78 para 0,84, sinalizando piora no desempenho. Os números abrangem toda a concessão da empresa, não apenas Volta Redonda.


Apesar de a fiscalização da distribuição de energia ser atribuição da ANEEL, a Prefeitura não pode se limitar a acompanhar as reclamações. Cabe ao governo municipal representar os consumidores, cobrar investimentos, exigir explicações da concessionária e articular soluções para os bairros mais prejudicados.


O prefeito Neto precisa esclarecer se já houve reuniões formais com a Light, se existe um levantamento dos locais com maior número de interrupções e quais compromissos foram assumidos pela concessionária para melhorar o atendimento na cidade.


A Câmara Municipal também precisa assumir seu papel fiscalizador, promovendo uma audiência pública com representantes da Light, ANEEL, Saae, Procon, Defesa Civil e moradores.


O exemplo de Piraí mostra que a mobilização institucional pode avançar. Em 2025, uma ação do Ministério Público contra a Light resultou em sentença determinando a apresentação de um plano de reestruturação da rede elétrica e o pagamento de R$ 75 mil por danos morais coletivos.


Em Volta Redonda, entretanto, a população ainda espera respostas concretas. Não basta atribuir os problemas às chuvas ou divulgar que equipes estão trabalhando para restabelecer o fornecimento. É necessário apresentar planejamento, investimentos e prazos.


Enquanto isso, moradores continuam convivendo com a incerteza de ficar sem energia e, em determinadas situações, também sem água.

O governo Neto precisa sair do discurso administrativo e apresentar uma cobrança efetiva à Light. Afinal, se a Prefeitura não controla a concessionária, tem a obrigação de defender os interesses da população diante de um serviço essencial que apresenta problemas recorrentes.

Foto Arquivo


 
 
 

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