Michelle Bolsonaro pode deixar o PL e migrar para o Republicanos em meio a desgaste com a família Bolsonaro
Uma possível mudança no cenário partidário da direita brasileira começa a ganhar força nos bastidores de Brasília. A senadora eleita Michelle Bolsonaro estaria sendo cortejada para deixar o PL e ingressar no Republicanos, em uma articulação política que tem a participação da senadora Damares Alves, sua amiga e aliada.
A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. De acordo com a coluna, as conversas acontecem em um momento de crescente desgaste entre Michelle e integrantes da família Bolsonaro, além de divergências com a direção nacional do PL, comandada por Valdemar Costa Neto.
Nos bastidores, a insatisfação de Michelle estaria relacionada principalmente à influência dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro nas decisões políticas do grupo e à forma como o partido vem sendo conduzido. A possível saída da legenda pode representar mais um sinal de divisão dentro do núcleo bolsonarista.
O desentendimento com Flávio Bolsonaro já havia se tornado público em junho, quando Michelle publicou vídeos nas redes sociais relatando uma discussão por telefone com o enteado. O conflito teve como pano de fundo divergências sobre a aproximação do PL com Ciro Gomes no Ceará.
Na ocasião, Michelle afirmou ter sido desrespeitada por Flávio e disse que os filhos de Bolsonaro teriam reagido de maneira coordenada contra seu posicionamento político. Ela defendia outro caminho para a disputa eleitoral cearense e criticava a aliança articulada pelo partido.
Damares Alves, que já havia manifestado solidariedade à ex-primeira-dama durante o episódio, agora aparece como uma das principais interlocutoras na tentativa de viabilizar sua aproximação com o Republicanos.
Se a transferência partidária for confirmada, o movimento poderá provocar novos rearranjos na direita e evidenciar que as divergências dentro da família Bolsonaro vão além de episódios isolados nas redes sociais. A disputa por espaço, influência e decisões políticas parece estar longe de terminar.




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