Após ataque hacker, governo anuncia reforço na segurança do sistema de alertas de emergência
- Marcus Modesto
- 25 de jun.
- 2 min de leitura
O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) anunciou uma série de medidas para fortalecer a proteção do sistema de Divulgação de Alertas Públicos (Idap), utilizado para enviar avisos de emergência à população. A decisão foi tomada após um ataque cibernético que resultou no disparo de mensagens falsas para moradores de diversos estados brasileiros.
De acordo com informações da pasta, o plano de segurança será implantado em três fases. A primeira já foi concluída e envolveu a limitação do acesso ao sistema exclusivamente à rede interna do ministério, além da adoção da autenticação pelo portal gov.br. A iniciativa busca impedir o uso indevido de credenciais expostas na internet.
A segunda etapa está em execução e prevê novas exigências para os órgãos de Defesa Civil estaduais. Entre as mudanças estão a utilização obrigatória de redes privadas virtuais (VPNs), atualização periódica de senhas e a autenticação em dois fatores, com validação realizada por código enviado ao telefone celular do usuário.
As investigações apontam que os invasores tiveram acesso ao sistema após o comprometimento de credenciais vinculadas a servidores da Defesa Civil do Pará. O caso está sendo apurado pela Polícia Federal, que busca identificar os responsáveis pelo uso irregular dos acessos administrativos.
Os alertas falsos foram enviados na noite de 19 de junho e alcançaram moradores de grandes cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Rio Branco. As mensagens continham informações incorretas sobre possíveis ocorrências de desastres naturais, como enchentes, deslizamentos de terra e tornados.
Como parte da terceira fase do plano, o MIDR trabalha no desenvolvimento de uma nova versão da plataforma, denominada Idap 2.0. A previsão é que o sistema esteja disponível até o final de julho, trazendo mecanismos mais rígidos de controle, monitoramento das operações e rastreamento das ações realizadas pelos usuários.
Segundo o ministério, a nova estrutura reduzirá a quantidade de operadores com acesso direto à ferramenta e limitará a edição livre dos conteúdos enviados à população. A expectativa é aumentar a confiabilidade dos alertas oficiais e minimizar riscos de fraudes ou erros operacionais.




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