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Bancário é mantido preso por suspeita de vazamento de dados de clientes do Banco do Brasil

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
20 de jul.
2 min de leitura

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter preso o funcionário do Banco do Brasil investigado por supostamente utilizar sistemas internos da instituição para acessar informações sigilosas de correntistas e repassá-las a uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias.


A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no último sábado (18), quando a prisão em flagrante de Carlos Luiz Araujo Pelegrino foi convertida em prisão preventiva. O pedido foi apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que apontou risco à investigação e possibilidade de continuidade das práticas criminosas.


De acordo com as apurações, o bancário teria utilizado seu acesso funcional para consultar dados restritos de clientes sem autorização. Entre as informações obtidas estariam documentos pessoais, contatos telefônicos, saldos de contas e limites disponíveis para operações via Pix.


Os investigadores afirmam que os dados coletados eram encaminhados para uma estrutura externa ligada a um grupo criminoso que atuaria na aplicação de golpes financeiros. Relatórios produzidos durante a investigação apontam que milhares de contas bancárias foram alvo dos acessos irregulares.


As autoridades estimam que o esquema tenha provocado prejuízos superiores a R$ 1 milhão. O material analisado indica que quase três mil contas distribuídas em centenas de agências do Banco do Brasil foram impactadas.


Na decisão, a Justiça destacou que o investigado exercia função de confiança na instituição há mais de duas décadas, condição que teria facilitado o acesso a informações protegidas por sigilo bancário. O magistrado também levou em consideração a extensão do caso e a necessidade de preservar a coleta de provas.


Carlos Luiz Araujo Pelegrino é investigado pelos crimes de invasão de sistema informatizado, tentativa de furto mediante fraude e participação em organização criminosa. Apesar da prisão preventiva, ele ainda não foi julgado, e o processo segue em fase de investigação.


As autoridades continuam trabalhando para identificar a participação de outros possíveis envolvidos, rastrear o destino das informações obtidas e verificar se houve novas fraudes decorrentes do vazamento dos dados. Até o momento, a defesa do investigado não havia se pronunciado sobre o caso.



 
 
 

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