Barra Mansa inicia aplicação de anticorpo inédito contra bronquiolite em bebês pelo SUS
- Marcus Modesto
- há 21 minutos
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A Prefeitura de Barra Mansa começou a disponibilizar na rede pública o anticorpo monoclonal nirsevimabe, voltado à prevenção de infecções respiratórias graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A medicação já pode ser aplicada no Hospital Maternidade Theresa Sacchi de Moura, conhecido como Hospital da Mulher.
O VSR é a principal causa de bronquiolite em bebês e figura entre os maiores motivos de internação nos primeiros meses de vida. A nova estratégia amplia a proteção principalmente para recém-nascidos prematuros com idade gestacional inferior a 36 semanas e seis dias, além de crianças de até 23 meses e 29 dias que apresentem comorbidades, como cardiopatias, doença pulmonar crônica ou imunossupressão, mediante indicação médica.
Para as famílias de crianças que se enquadram nos critérios, o agendamento pode ser feito pelo WhatsApp (24) 99842-5935 ou pelo telefone (24) 3512-0753.
Segundo a coordenação da Vigilância em Saúde do município, a introdução do medicamento representa um avanço importante na proteção da primeira infância, sobretudo para os grupos mais vulneráveis. O nirsevimabe é um anticorpo pronto — caracterizando imunização passiva — e atua bloqueando o vírus antes que ele infecte as células do trato respiratório inferior, reduzindo de forma significativa o risco de quadros graves.
Até então, o SUS oferecia o palivizumabe, cuja cobertura era mais restrita, contemplando prematuros com idade gestacional igual ou inferior a 28 semanas. Com a incorporação do nirsevimabe, o público elegível foi ampliado, alcançando todos os prematuros dentro do novo critério e crianças menores de dois anos com condições clínicas específicas.
A aplicação pode ocorrer ainda na maternidade ou durante a internação neonatal, desde que o bebê esteja clinicamente estável, sem contraindicações como histórico de reação alérgica grave ao medicamento ou distúrbios hemorrágicos que impeçam a administração intramuscular.
Outro diferencial é a praticidade: o nirsevimabe é administrado em dose única fixa, enquanto o palivizumabe exige cálculo individualizado conforme o peso da criança e cinco aplicações mensais consecutivas.
Foto Divulgação




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