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Barra Mansa mantém atendimento contínuo contra a hanseníase e reforça alerta à população

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 27 de jan.
  • 2 min de leitura

A hanseníase pode até ser uma doença antiga, mas o combate a ela segue atual e permanente em Barra Mansa. Durante todo o ano, o município mantém um programa específico que garante diagnóstico precoce, acompanhamento multiprofissional e tratamento gratuito pelo SUS, sem interrupções.


No mês de janeiro, quando ocorre a campanha Janeiro Roxo e o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, a Secretaria Municipal de Saúde intensifica as ações educativas e a busca ativa de casos nas unidades básicas, chamando a atenção da população para sinais que muitas vezes passam despercebidos.


O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, com equipe especializada e acompanhamento contínuo dos pacientes. Segundo o médico Dr. José Luiz Martins, a evolução do programa ao longo dos anos mostra resultados concretos. “Na década de 1990, chegamos a ter mais de 20 pessoas em tratamento ao mesmo tempo. Hoje, acompanhamos apenas seis pacientes, dois deles em reincidência. Isso mostra que informação, diagnóstico rápido e tratamento correto funcionam”, afirmou.


A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e pode atingir qualquer pessoa. Entre os sinais mais comuns estão manchas na pele com perda ou alteração da sensibilidade, formigamentos e diminuição da força muscular, principalmente nas mãos, braços, pernas e pés. Quando ignorada, a doença pode provocar sequelas permanentes.


A fisioterapeuta Thaisa Roxo Rebelo destaca que o cuidado não se limita à medicação. “O acompanhamento fisioterapêutico ajuda a identificar perdas funcionais logo no início e evita complicações maiores. O paciente é tratado até apresentar melhora total do quadro”, explicou.


A orientação dos profissionais é clara: ao perceber manchas suspeitas ou alterações de sensibilidade, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde. A hanseníase tem cura, e o tratamento iniciado cedo garante qualidade de vida e evita sequelas.

Foto Divulgação


 
 
 

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