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Sequência rara de erupções solares intensas chama atenção de cientistas

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 50 minutos
  • 2 min de leitura


Uma série incomum de erupções solares de grande intensidade foi registrada nos últimos dias por satélites da Nasa. Em menos de 72 horas, pelo menos cinco explosões classificadas como classe X — o nível máximo na escala de intensidade — partiram de uma região ativa do Sol identificada como AR 4366, que segue apresentando forte instabilidade.


O episódio mais recente ocorreu nesta terça-feira (3) e alcançou a classificação X1.5. Desde o último domingo (1º), a região solar já havia liberado outras erupções de grande porte, com intensidades X1.0, X8.1, X2.8 e X1.6. A explosão X8.1 se destacou como a mais potente desse intervalo.


De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a erupção X8.1 lançou uma ejeção de massa coronal em direção ao espaço, com previsão de alcançar a Terra entre quinta-feira (5) e sexta-feira (6). Mesmo assim, os especialistas avaliam que os efeitos esperados devem ser leves.


A Nasa alerta que erupções solares desse nível podem interferir em comunicações de rádio, sistemas de navegação por satélite, redes elétricas e representar riscos adicionais para astronautas em atividade. Outro efeito associado é o aumento da intensidade das auroras boreais, que podem se tornar visíveis em regiões mais ao sul do que o habitual.


Desde que surgiu, em 30 de janeiro, a região AR 4366 já acumulou um histórico expressivo de atividade: foram registradas 21 erupções de classe C, 38 de classe M e cinco de classe X. Embora explosões solares façam parte do comportamento natural do Sol, uma concentração tão elevada de eventos extremos em um curto espaço de tempo é considerada atípica.


Os cientistas associam esse cenário ao pico do atual ciclo solar, que ocorre aproximadamente a cada 11 anos. Nesse período, o campo magnético do Sol passa por uma inversão, o que favorece o surgimento de manchas solares e aumenta a frequência de erupções.


As explosões solares são classificadas conforme a energia liberada. As de classe X representam os eventos mais severos, com maior potencial de impacto no ambiente espacial próximo à Terra. As de classe M têm intensidade intermediária, enquanto as de classe C são mais fracas e, na maioria dos casos, quase imperceptíveis.


Foto NASA


 
 
 

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