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Barra Mansa prepara sistema integrado para identificar famílias em situação de fome e agilizar atendimento

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
há 2 minutos
2 min de leitura

Aplicativo desenvolvido pela Prefeitura deverá conectar informações da Saúde e da Assistência Social para localizar pessoas em vulnerabilidade alimentar e encaminhá-las aos serviços públicos.


A Prefeitura de Barra Mansa está estruturando uma nova ferramenta para identificar famílias que enfrentam dificuldades de acesso à alimentação e acelerar o atendimento pela rede municipal. A iniciativa foi apresentada nesta sexta-feira (6), durante uma oficina realizada no Centro de Educação Integrada (CEI) Saturnina de Carvalho e Vieira da Silva, no Centro, que reuniu profissionais das áreas de Saúde, Assistência Social e Segurança Alimentar.


O encontro teve como foco a implantação do Fluxo Integrado de Atendimento (FLIA), instrumento previsto no Protocolo Brasil Sem Fome, do Governo Federal. A proposta é estabelecer uma atuação conjunta entre diferentes setores da administração pública para reconhecer situações de insegurança alimentar e garantir que as famílias recebam o acompanhamento necessário.


Um dos principais pontos apresentados foi o aplicativo Conexão de Cuidado, desenvolvido pela Subsecretaria de Gerenciamento de Projetos e Inovação (SubGePi). A plataforma está em fase avançada de desenvolvimento e deverá reunir informações coletadas principalmente pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que atuam diretamente nos bairros e mantêm contato frequente com os moradores.


Com o cruzamento dessas informações, a ferramenta pretende facilitar a identificação de famílias em situação de vulnerabilidade e direcioná-las aos setores responsáveis pelo atendimento. A intenção é reduzir a demora nos encaminhamentos e fortalecer a comunicação entre as equipes municipais.


O modelo de trabalho prevê a integração de políticas públicas das áreas de Saúde, Assistência Social e Segurança Alimentar, envolvendo estruturas como o SUS, o SUAS e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN).


Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Joseane Ricarte, o município já elaborou um fluxo de atendimento adequado à realidade local. A próxima etapa será encaminhar as informações ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.


O diretor de Segurança Alimentar e Nutricional, Francisco Américo Nogueira, avaliou que a organização desse procedimento permitirá uma resposta mais rápida às necessidades identificadas entre a população.


A participação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde também foi destacada como fundamental. Para Yasmin Rio Verde, coordenadora das equipes Multiprofissionais (eMulti), a presença dos agentes de saúde nos territórios permite identificar problemas que nem sempre chegam espontaneamente aos serviços públicos.


A oficina contou ainda com a participação de Márcia Vignoli, articuladora do Protocolo Brasil Sem Fome em oito municípios fluminenses. Ela elogiou o desenvolvimento do aplicativo e a articulação entre as diferentes áreas da administração municipal.


A expectativa é que a integração das informações e dos serviços contribua para identificar precocemente situações de insegurança alimentar, ampliar o acesso aos direitos sociais e evitar que famílias em situação de vulnerabilidade permaneçam sem assistência.

Foto Divulgação


 
 
 

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