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Bolsonaro é alvo de operação da PF e usará tornozeleira eletrônica

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 18 de jul.
  • 2 min de leitura

Ex-presidente está proibido de usar redes sociais, falar com diplomatas e se encontrar com outros investigados. Medidas foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Brasília – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é alvo de uma nova operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta sexta-feira (18). A ação cumpre mandados judiciais expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e impõe uma série de medidas restritivas ao ex-chefe do Executivo, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.


Bolsonaro também está proibido de acessar redes sociais, de se comunicar com diplomatas ou frequentar embaixadas, além de não poder ter contato com outros réus e investigados no mesmo processo. Ele deverá ainda cumprir recolhimento domiciliar noturno, entre 19h e 7h.


A operação ocorre em sua residência em Brasília e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), sigla pela qual Bolsonaro disputou a reeleição em 2022. A defesa do ex-presidente confirmou as diligências e disse que ainda estuda as medidas adotadas pelo STF antes de se pronunciar oficialmente.


Fontes ligadas à investigação afirmam que as novas restrições têm relação com o inquérito que apura tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, no contexto das investidas golpistas que envolveram o entorno de Bolsonaro e culminaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023.


A decisão do STF ocorre em meio à escalada das investigações envolvendo militares, ex-ministros e aliados próximos do ex-presidente. A medida cautelar, segundo interlocutores do Judiciário, busca impedir interferências no andamento das apurações e evitar articulações políticas paralelas.


Apesar da gravidade das restrições, Bolsonaro segue em liberdade, mas sob vigilância mais rígida. A adoção da tornozeleira eletrônica marca um novo capítulo no cerco jurídico ao ex-presidente, que já é réu em outras ações e alvo de diversos inquéritos que tramitam na Corte Suprema.


Até o momento, o PL e a assessoria de Bolsonaro não se pronunciaram oficialmente sobre a operação. A expectativa é que o ex-presidente faça alguma declaração nas próximas horas — ainda que, com a restrição às redes sociais, o tradicional caminho de comunicação direta com seus apoiadores esteja momentaneamente bloqueado.

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