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Booster chega a Oficinas Velhas após anos de promessas e escancara atraso no abastecimento em Barra do Piraí

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 4 de fev.
  • 2 min de leitura

A Prefeitura de Barra do Piraí e a CEDAE iniciaram, nesta semana, a instalação de um booster para aumentar a pressão da água no bairro Oficinas Velhas, região que convive há anos com o problema crônico da falta de abastecimento. A medida, apresentada como solução, também evidencia o tamanho do atraso no enfrentamento de uma demanda básica da população: água na torneira.


Segundo a prefeita Katia Miki, o equipamento deve permitir que a água chegue de forma regular a áreas que historicamente nunca foram atendidas de maneira adequada. Ruas como a Travessa Nossa Senhora Aparecida, Rua Olavo Simões, Rua do Quintal das Estrelas e a Grota do Urubu estão entre as localidades que devem ser beneficiadas.


Apesar do discurso otimista, moradores questionam por que uma intervenção considerada “essencial” só está sendo implantada agora, após décadas de reclamações, improvisos e soluções emergenciais. Em muitos desses pontos, a falta d’água deixou de ser exceção e passou a fazer parte da rotina, obrigando famílias a recorrerem a caixas improvisadas, caminhões-pipa ou favores de vizinhos.


A prefeitura afirma que a ação integra um pacote maior de investimentos estruturais, que inclui novas redes de tubulação nos bairros Lago Azul e Ipiabas e a promessa de mais de R$ 50 milhões para a construção de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA), com obras previstas para começar ainda este ano. No papel, o plano parece robusto; na prática, a população segue aguardando resultados concretos.


Ao atribuir a crise hídrica a décadas de falta de investimentos, a atual gestão reconhece um problema histórico, mas também assume o desafio de romper com um ciclo de anúncios que, até aqui, pouco mudaram a realidade de quem sofre com a torneira seca. A instalação do booster pode representar um avanço, mas não apaga anos de descaso nem elimina a necessidade de fiscalização, transparência e prazos claros.


Para os moradores de Oficinas Velhas, a expectativa é simples e objetiva: que a água realmente chegue, e permaneça. Até lá, o discurso oficial seguirá sendo confrontado pelo cotidiano de quem aprendeu, à força, que em Barra do Piraí até o básico costuma chegar tarde.

Foto divulgação


 
 
 

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