Brasil estreia produção de caça supersônico e amplia capacidade de defesa
- Marcus Modesto
- 25 de mar.
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A apresentação oficial do Gripen E, realizada nesta quarta-feira (25), simboliza um avanço importante para a indústria militar brasileira. O modelo, desenvolvido em cooperação entre a Saab e a Embraer, foi mostrado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na unidade da empresa em Gavião Peixoto.
Com capacidade supersônica e tecnologia de ponta, a aeronave representa a entrada do Brasil em um grupo seleto de países que dominam esse tipo de produção. O projeto faz parte de um acordo firmado em 2014 para o fornecimento de 36 unidades à Força Aérea Brasileira, onde o modelo é identificado como F-39.
Além da entrega das aeronaves, o programa tem como eixo central a transferência de conhecimento. Profissionais brasileiros foram treinados no exterior, adquirindo experiência em áreas estratégicas como integração de sistemas e guerra eletrônica, o que fortalece a autonomia tecnológica do país.
Até agora, parte dos caças já foi incorporada à frota da FAB, enquanto outras unidades seguem em produção, inclusive em território nacional. A proposta prevê que uma parcela significativa dos aviões seja montada no Brasil, consolidando a estrutura industrial instalada.
O investimento total é elevado e o cronograma sofreu alterações ao longo do tempo, com previsão de conclusão estendida para a próxima década. Ainda assim, o projeto é considerado essencial para modernizar a defesa aérea e substituir aeronaves antigas em operação.
O Gripen já começa a desempenhar funções estratégicas, como a vigilância do espaço aéreo a partir da base de Anápolis, aumentando a capacidade de resposta da aviação militar brasileira.
Ao mesmo tempo, o programa abre portas para o mercado externo, com possibilidade de exportações futuras e expansão da frota nacional. A iniciativa reforça o papel do Brasil no cenário da indústria de defesa e projeta ganhos tecnológicos para os próximos anos.
Foto Divulgação




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