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Brasil: onde a cor da camisa vira questão de Estado

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 29 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Enquanto o preço do arroz sobe, a gasolina dança um samba no posto e a educação pública anda de muletas, o Congresso Nacional se vê às voltas com… uma camisa vermelha. Sim, senhores. A cor do uniforme da Seleção Brasileira virou pauta de altíssimo interesse nacional, com direito a Projeto de Lei e tudo, cortesia do sempre vigilante deputado Zé Trovão (PL-SC), agora também estilista da República.


Segundo o projeto 1936/2025, o Brasil só poderá ser representado por quem estiver trajado nas cores verde, amarelo, azul e branco. Nada de vermelho. Vermelho, como todos sabem, é uma ameaça à soberania nacional, à moral cristã e à estabilidade dos armários patrióticos. Já imaginaram o Pelé de vermelho? Um atentado ao bom senso!


A CBF, que até ontem mal conseguia explicar seus próprios escândalos, agora precisa justificar a cor da camisa. E não é só ela: até delegações científicas e culturais — aquelas que vão ao exterior representar um país que pouco investe em ciência e cultura — terão que passar pelo crivo do Pantone bolsonarista.


Segundo Trovão, o projeto quer fortalecer “o sentimento de identidade nacional”. Afinal, não há nada que una mais o povo brasileiro do que um código de cores obrigatório. O próximo passo, talvez, seja pintar as nuvens do céu de azul-bandeira e multar quem tiver sangue muito escuro circulando nas veias.


Enquanto isso, seguimos firmes, assistindo ao país ser governado como se fosse um episódio mal escrito de um reality show, onde tudo é polêmica, menos o que importa.


Quer que eu monte esse texto em formato de post ou carrossel para redes sociais?


Brasil: onde a cor da camisa vira questão de Estado


Enquanto o preço do arroz sobe, a gasolina dança um samba no posto e a educação pública anda de muletas, o Congresso Nacional se vê às voltas com… uma camisa vermelha. Sim, senhores. A cor do uniforme da Seleção Brasileira virou pauta de altíssimo interesse nacional, com direito a Projeto de Lei e tudo, cortesia do sempre vigilante deputado Zé Trovão (PL-SC), agora também estilista da República.


Segundo o projeto 1936/2025, o Brasil só poderá ser representado por quem estiver trajado nas cores verde, amarelo, azul e branco. Nada de vermelho. Vermelho, como todos sabem, é uma ameaça à soberania nacional, à moral cristã e à estabilidade dos armários patrióticos. Já imaginaram o Pelé de vermelho? Um atentado ao bom senso!


A CBF, que até ontem mal conseguia explicar seus próprios escândalos, agora precisa justificar a cor da camisa. E não é só ela: até delegações científicas e culturais — aquelas que vão ao exterior representar um país que pouco investe em ciência e cultura — terão que passar pelo crivo do Pantone bolsonarista.


Segundo Trovão, o projeto quer fortalecer “o sentimento de identidade nacional”. Afinal, não há nada que una mais o povo brasileiro do que um código de cores obrigatório. O próximo passo, talvez, seja pintar as nuvens do céu de azul-bandeira e multar quem tiver sangue muito escuro circulando nas veias.


Enquanto isso, seguimos firmes, assistindo ao país ser governado como se fosse um episódio mal escrito de um reality show, onde tudo é polêmica, menos o que importa.



 
 
 

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