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Brasil prepara plano de retaliação contra tarifaço imposto por Trump

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 8 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

O governo brasileiro começou a elaborar um plano de retaliação às sanções comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos nacionais. A iniciativa, determinada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está sendo conduzida pelo Ministério da Fazenda com base na Lei da Reciprocidade. As informações são da Folha de S. Paulo.


A movimentação teve início em julho, após Trump assinar decreto que elevou em 40% as tarifas sobre exportações brasileiras, totalizando uma sobretaxa de 50%. O impacto imediato sobre setores estratégicos levou Lula a reunir ministros e exigir diagnósticos sobre áreas sensíveis, como indústria farmacêutica e óleo e gás.


Entre as solicitações, o presidente pediu dados sobre a dependência de medicamentos importados dos EUA, a origem dos insumos e as possibilidades de substituição por fornecedores de outros países. Também requisitou um mapeamento da estrutura de produção energética nacional para avaliar possíveis respostas à ofensiva comercial norte-americana.


Inventário em andamento e comitê ativado

Nesta terça-feira (5), Lula cobrou rapidez na finalização do inventário de medidas, durante a apresentação do plano de contingência preparado pela Fazenda. O ministro Fernando Haddad explicou que a conclusão do documento depende de informações das pastas de Indústria e Comércio e de Relações Exteriores, e que a lista será fechada após a entrada em vigor do tarifaço — o que ocorreu no dia seguinte.


Paralelamente, o presidente autorizou a instalação do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, previsto em lei, para coordenar estratégias de proteção à economia brasileira.


Medicamentos no radar, mas sem quebra de patentes

O fornecimento de remédios é um dos pontos mais críticos. O governo avalia alternativas para substituir importações dos EUA, inclusive de produtos com patentes americanas, por opções de outros mercados. Também será analisada a capacidade nacional de produção.


Apesar de a Lei da Reciprocidade permitir a quebra de patentes em casos de ameaça à economia, o Planalto descarta essa medida por enquanto, priorizando uma resposta juridicamente segura e proporcional.


Lula: “Não abriremos mão dos instrumentos de defesa”

No dia do anúncio das tarifas, Lula afirmou que o Brasil está aberto ao diálogo com Washington, mas não hesitará em usar os mecanismos legais para defender sua economia.


A escalada marca um dos momentos mais tensos nas relações entre Brasil e EUA desde o retorno de Trump à Casa Branca. Com o comitê interministerial ativado e o inventário de ações em andamento, o Planalto sinaliza que está disposto a reagir de forma coordenada à medida considerada uma agressão injustificada ao setor produtivo nacional.



 
 
 

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