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Brasil tenta barrar nos bastidores plano dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O governo do Brasil iniciou uma articulação diplomática para impedir que os Estados Unidos classifiquem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas estrangeiras. A preocupação foi discutida em conversa entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em meio aos preparativos para uma possível visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington.


A proposta em análise pelo governo americano mira principalmente duas das maiores facções do país: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A medida pode avançar em breve nos EUA, com encaminhamento ao Congresso após decisão do Departamento de Estado.


Temor de consequências militares


Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam que a classificação dessas organizações como terroristas poderia abrir espaço para ações mais duras de Washington na região. A legislação americana permite sanções financeiras severas, bloqueio de ativos e restrições migratórias contra grupos incluídos na lista.


Além disso, especialistas apontam que a designação de “Organização Terrorista Estrangeira” também pode justificar o uso ampliado de ferramentas de inteligência e até operações militares em determinados contextos internacionais.


Divergência jurídica


O governo brasileiro sustenta que, pela legislação nacional, facções criminosas não se enquadram no conceito de terrorismo. Segundo autoridades de segurança, o terrorismo no Brasil envolve motivações ideológicas, religiosas ou de discriminação, enquanto organizações como PCC e CV atuariam principalmente com objetivos financeiros ligados ao crime organizado.


Essa diferença de interpretação jurídica tem sido o principal argumento usado por Brasília para tentar evitar a classificação defendida por setores do governo americano.


Possível encontro Lula–Trump


A discussão ocorre enquanto os dois países tentam organizar uma reunião entre Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. A viagem chegou a ser cogitada para março, mas ainda não teve data confirmada por causa de conflitos de agenda.


Nos bastidores da diplomacia, o tema das facções brasileiras se tornou um dos pontos mais sensíveis da relação entre os dois governos neste momento.

Foto Divulgação


 
 
 

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