Calamidade não pode ser decreto sem explicação
- Marcus Modesto
- há 1 hora
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O prefeito Luiz Furlani terá nesta quinta-feira um momento decisivo para esclarecer à população os fundamentos do decreto de calamidade pública financeira. A convocação partiu da Controladoria Geral do Município de Barra Mansa, que cobra explicações técnicas sobre a real situação das contas públicas.
Decretar calamidade financeira não é um ato trivial. Trata-se de uma medida extrema, que permite flexibilizações administrativas e pode impactar contratos, pagamentos e a prestação de serviços essenciais. Justamente por isso, a decisão precisa estar sustentada em dados concretos, relatórios consistentes e um diagnóstico detalhado da saúde fiscal do município.
A sociedade tem o direito de saber qual é o tamanho do déficit, quais áreas estão comprometidas, se há risco para salários e fornecedores e quais providências serão adotadas para reequilibrar as finanças. É fundamental esclarecer se a crise decorre de queda de arrecadação, aumento de despesas, dívidas acumuladas ou falhas de planejamento.
A Controladoria cumpre seu papel institucional ao exigir transparência e fundamentação técnica. Cabe agora ao chefe do Executivo apresentar números auditáveis, metas de ajuste e um plano claro de recuperação, com prazos e responsabilidades definidos.
Barra Mansa precisa de segurança institucional e responsabilidade fiscal. Decreto não pode ser sinônimo de carta branca. A população espera explicações objetivas — e, sobretudo, soluções concretas para atravessar o momento sem prejuízos ainda maiores.




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