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Carta em espanhol é encontrada com Silvinei Vasques durante prisão no Paraguai

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 26 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Uma carta escrita em espanhol foi apreendida com o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, no momento em que ele foi preso no Aeroporto Internacional de Assunção, no Paraguai. No documento, Silvinei alegava não ter condições de se comunicar verbalmente nem de compreender instruções orais, afirmando ser portador de glioblastoma multiforme grau IV, um tipo agressivo de câncer cerebral.


Silvinei foi detido quando tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador. Ele havia rompido a tornozeleira eletrônica determinada pela Justiça e deixado o Brasil sem autorização judicial. A prisão ocorreu a cerca de 1.300 quilômetros de São José, na Região Metropolitana de Florianópolis, onde residia.


Apesar do conteúdo apresentado na carta, as autoridades paraguaias realizaram a identificação do ex-diretor da PRF e efetuaram a prisão. A ação contou com cooperação direta da Polícia Federal brasileira, que vinha monitorando a evasão.


Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a captura foi resultado de uma operação conjunta entre Brasil e Paraguai, com participação decisiva da adidância da PF em território paraguaio, responsável pela troca de informações que possibilitou a abordagem ainda no aeroporto.


As investigações indicam que a fuga foi cuidadosamente planejada. De acordo com a Polícia Federal, Silvinei providenciou um passaporte paraguaio, deixou sua residência na noite de 24 de dezembro, alugou um veículo e rompeu o equipamento de monitoramento eletrônico, que parou de emitir sinais de GPS e comunicação de dados durante o deslocamento.


Imagens de câmeras de segurança do prédio onde ele morava mostram Silvinei saindo por volta das 19h, colocando bolsas no porta-malas de um veículo Polo prata. No banco do passageiro, havia itens como sacos de ração, tapete higiênico, um pote e um cachorro, aparentemente da raça pitbull. Ele vestia calça de moletom preta, camiseta cinza e boné preto.


A Polícia Federal também apurou que, embora tivesse carro próprio, Silvinei optou por utilizar um veículo alugado na fuga. Após o rompimento da tornozeleira, diligências realizadas pela Polícia Penal de Santa Catarina e pela PF em seu endereço confirmaram que ele havia deixado o local, culminando na prisão em território paraguaio.



 
 
 

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