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Inclusão em expansão: curso de Libras cresce, mas desafio agora é manter qualidade

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 15 de abr.
  • 2 min de leitura

A aula inaugural do curso gratuito de Libras em Volta Redonda reuniu parte dos cerca de 500 inscritos na noite de segunda-feira (13), evidenciando o aumento expressivo da procura pela capacitação. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência em parceria com o Centro Universitário Geraldo Di Biase e a Fundação Educacional de Volta Redonda, mostra avanço no interesse pela inclusão — mas também levanta novos desafios.


Durante o encontro, os alunos tiveram o primeiro contato com os professores e com os sinais básicos da Língua Brasileira de Sinais, reforçando a importância da comunicação acessível para a população surda. O crescimento é inegável: de apenas 30 inscritos em 2021 para centenas agora. No entanto, o salto quantitativo exige atenção redobrada na estrutura e na qualidade do ensino ofertado.


As turmas foram organizadas por faixa etária e níveis de ცოდhecimento, com aulas distribuídas entre o UGB e o Colégio Delce Horta. A proposta de ter professores surdos é um ponto positivo, ao permitir uma imersão mais autêntica na cultura e na prática da Libras. Ainda assim, a ampliação acelerada do curso levanta uma questão importante: há estrutura suficiente para atender bem todos os alunos?


O discurso oficial destaca Volta Redonda como referência em inclusão, mas é justamente esse status que aumenta a responsabilidade do poder público. Crescer em número de alunos é relevante, porém garantir aprendizado efetivo, acompanhamento adequado e continuidade das políticas públicas é o que realmente consolida uma iniciativa.


Histórias como a da jovem estudante interessada em aprender e da profissional que busca se adaptar à própria perda auditiva mostram o impacto direto do curso na vida das pessoas. São exemplos que reforçam a importância da iniciativa — mas também evidenciam que inclusão não pode se limitar ao acesso inicial. É preciso garantir permanência, qualidade e შედეგados concretos.


O desafio agora não é apenas comemorar os números, mas assegurar que o curso de Libras continue sendo uma ferramenta real de transformação social, e não apenas mais uma ação que cresce rápido, mas sem sustentação a longo prazo.

Foto Cris O.Vieira


 
 
 

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