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Caso Master: bloqueios chegam a R$ 125,6 milhões, enquanto Fachin assume investigação sobre relações de Moraes com Vorcaro

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
13 de set.
2 min de leitura

As investigações envolvendo o Banco Master ganharam um novo capítulo no Supremo Tribunal Federal (STF), com bloqueios patrimoniais que já alcançam pelo menos R$ 125,6 milhões. As medidas determinadas durante a relatoria do ministro André Mendonça atingiram, até o momento, 12 empresas e 15 pessoas.


Entre os alvos está o senador Jaques Wagner (PT-BA), que teve aproximadamente R$ 5,9 milhões em bens bloqueados. A medida está relacionada às apurações sobre as relações mantidas por integrantes do grupo ligado ao controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.


Um dos episódios analisados pela Polícia Federal envolve a negociação de um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões. Segundo os investigadores, pessoas ligadas ao banco discutiram a aquisição do imóvel, que seria destinado à filha de Wagner. O senador confirmou ter feito o pedido para auxiliar a filha, mas a investigação passou a examinar o contexto da negociação e suas conexões com pessoas próximas a Vorcaro.


Documentos apreendidos pela PF também apontam contatos e troca de mensagens entre Wagner e integrantes do círculo ligado ao controlador do Master. Parte desse material foi tornada pública por determinação de Mendonça, decisão que acabou ampliando a disputa dentro do próprio Supremo sobre o acesso aos elementos da investigação.


Fachin assume frente sobre Moraes e Vorcaro


A crise ganhou uma dimensão ainda mais sensível com a mudança na condução de uma das frentes do caso. O presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria da investigação que envolve Alexandre de Moraes e suas supostas relações e mensagens com Daniel Vorcaro.


O material estava sob responsabilidade de Mendonça e agora será levado ao plenário do Supremo na terça-feira, 15 de setembro, aumentando a pressão por esclarecimentos sobre os procedimentos adotados na investigação e sobre o acesso aos documentos.


A disputa também envolve a Procuradoria-Geral da República, que defende o acesso integral aos elementos do inquérito para que possa avaliar adequadamente os fatos e os processos derivados da investigação.


O caso Master, portanto, deixa de ser apenas uma investigação sobre operações financeiras e passa a envolver uma rede de relações entre empresários, instituições financeiras e figuras do meio político e jurídico. Os bloqueios patrimoniais são medidas cautelares e não significam, por si só, condenação ou comprovação definitiva de crime por parte dos atingidos.



 
 
 

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