Com passagem a R$ 6,00, Câmara se omite, Paulo Sandro silencia e a população paga o preço
- Marcus Modesto
- 27 de dez. de 2025
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O reajuste da tarifa do transporte coletivo para R$ 6,00, autorizado por decreto municipal, escancara a fragilidade — ou conveniência — da atuação da Câmara de Vereadores de Barra Mansa. Sob a presidência de Paulo Sandro, o Legislativo mais uma vez se manteve inerte diante de uma decisão que pesa diretamente no orçamento de milhares de famílias.

Não houve audiência pública, não houve debate e não houve qualquer tentativa visível de questionar a concessionária TransBM sobre custos, qualidade do serviço ou contrapartidas reais. A Câmara, que deveria fiscalizar e representar a população, preferiu assistir de longe ao aumento, como se o impacto social não fosse problema seu.
A tentativa de amenizar o reajuste com a tarifa reduzida no BM Card e a manutenção do “Domingo da Família” não apaga a realidade enfrentada pelos usuários nos demais dias da semana. Ônibus lotados, atrasos frequentes e um serviço amplamente criticado continuam fazendo parte do cotidiano, agora por um preço ainda mais alto.
O episódio reforça a percepção de que o Legislativo municipal abriu mão do seu papel fiscalizador e se transformou em um órgão passivo, que apenas chancela decisões do Executivo. Enquanto o valor da passagem sobe, a cobrança política desaparece.
Em Barra Mansa, quem depende do transporte público sente no bolso o peso de um sistema caro e pouco eficiente. Já a Câmara, sob a condução de Paulo Sandro, segue distante das ruas, alheia à realidade do cidadão comum e confortável no silêncio.
Foto Arquivo




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