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Combustíveis na mira: governo intensifica fiscalização contra abusos e cartel em meio à crise internacional

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Diante da escalada de tensões no Oriente Médio, o governo federal decidiu apertar o cerco sobre o mercado de combustíveis no Brasil. A preocupação é clara: evitar que o cenário internacional sirva de justificativa para aumentos abusivos nos preços pagos pelo consumidor.


A operação, coordenada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em conjunto com Procons estaduais e municipais, já percorreu 179 municípios em 25 estados desde o início de março. Ao todo, 1.180 postos foram fiscalizados — uma amostra dentro de um universo de cerca de 41 mil estabelecimentos em funcionamento no país.


O resultado da ofensiva chama atenção: mais de 900 notificações foram aplicadas, sendo 125 direcionadas a distribuidoras. Além disso, 36 penalidades mais severas, como multas e interdições, já foram impostas.


Segundo o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a atuação da Secretaria Nacional do Consumidor alcança empresas que representam cerca de 70% do mercado de distribuição. Para ele, o momento exige rigor.


“O ambiente internacional pode ser instável, mas isso não justifica práticas abusivas contra a população”, afirmou, ao comentar os impactos da crise envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.


A disparada no preço do petróleo, que chegou a atingir US$ 120 o barril, acendeu o alerta global. Um dos principais pontos de preocupação é o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 25% do transporte mundial da commodity. Qualquer instabilidade na região pode afetar diretamente o abastecimento e pressionar ainda mais os preços.


Para reforçar o combate a irregularidades, o governo criou uma força-tarefa nacional envolvendo a Senacon, a Polícia Federal e a Secretaria Nacional de Segurança Pública. A medida busca ampliar a capacidade de investigação e repressão a práticas como cartel, manipulação de preços e crimes contra a economia popular.


A mensagem é direta: em tempos de crise, a vigilância será redobrada — e quem tentar lucrar de forma irregular pode pagar caro.

Foto Rodolpho Rodrigues


 
 
 

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