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CPMI do INSS mira filho do presidente e pede quebra de sigilo fiscal de Lulinha

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil–AL), apresentou nesta segunda-feira (2) um requerimento solicitando a quebra do sigilo fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa integra a linha de apuração da comissão que investiga suspeitas de desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social.


De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, o pedido se apoia em mensagens obtidas durante investigações policiais. Para o relator, o conteúdo das comunicações indica que Lulinha pode ter sido o destinatário final de valores movimentados de forma irregular no contexto das apurações.


Base do pedido


Na justificativa encaminhada à CPMI, Alfredo Gaspar afirma que a necessidade de investigar Lulinha surge a partir de diálogos interceptados nos quais Antônio Camilo, ao ser questionado sobre um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde que o dinheiro seria para “o filho do rapaz”.


Segundo o deputado, a Polícia Federal interpreta essa referência como direcionada a Lulinha. Ainda conforme o documento, há indícios de que Roberta Luchsinger teria atuado como intermediária financeira no repasse de vantagens consideradas indevidas.


O relator também aponta possíveis tentativas de interferência nas investigações. Para ele, o teor de mensagens trocadas após o avanço das operações policiais demonstra sinais claros de obstrução de justiça.


Conteúdo das mensagens


Entre os trechos destacados no requerimento, Alfredo Gaspar cita mensagens atribuídas a Roberta Luchsinger enviadas a Antônio Camilo após a deflagração de fases da operação. Em uma delas, ela orienta: “Some com esses telefones. Joga fora”. Há ainda menção à preocupação com a apreensão de um envelope que continha o nome de um “nosso amigo”.


Na avaliação do relator, esse conjunto de informações reforça a necessidade de aprofundar a apuração envolvendo o filho do presidente da República.


Suspeita de sociedade oculta


O pedido também menciona a suspeita de que Fábio Luís teria atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo em negócios ligados à cannabis medicinal. Esses empreendimentos, segundo o relator, teriam sido financiados com recursos que podem ter origem em desvios do INSS.


Para a oposição, a quebra de sigilo fiscal é considerada uma etapa fundamental para esclarecer a origem e o destino dos valores citados nas investigações da CPMI.


Disputa política


A expectativa do relator é levar o requerimento à votação com a retomada dos trabalhos da comissão, prevista para esta quinta-feira. Parlamentares, no entanto, avaliam que o governo trabalha para barrar iniciativas que atinjam diretamente Lulinha.


Além da quebra de sigilo, também há pedidos para que o filho do presidente seja convocado a prestar esclarecimentos à CPMI. Segundo integrantes do colegiado, a base governista tem conseguido impedir o avanço de requerimentos semelhantes desde o início das investigações.


Em dezembro, a CNN já havia noticiado que a articulação do governo vinha dificultando apurações que poderiam alcançar o Palácio do Planalto. Fontes da comissão apontam que o alinhamento de partidos do Centrão com o Executivo tem sido decisivo. Atualmente, o governo contaria com cerca de 18 votos na CPMI para barrar esse tipo de pedido, contra aproximadamente 12 da oposição.


A CNN informou que procurou a defesa de Lulinha para comentar o requerimento de quebra de sigilo fiscal, mas não obteve resposta até a última atualização. O espaço permanece aberto para manifestação.




 
 
 
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