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Crise silenciosa: Paraty assiste ao colapso da causa animal

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 9 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Marcus Modesto


PARATY – Enquanto as ruas do Centro Histórico recebem turistas e as redes sociais da Prefeitura exibem festas, inaugurações e eventos, uma tragédia cotidiana se espalha pelos bairros da cidade: o colapso total da causa animal em Paraty.


Não se trata de um problema isolado no Pouso da Cajaíba, onde recentemente surgiram denúncias graves de maus-tratos e abandono. A situação é generalizada. Colônias de gatos se multiplicam descontroladamente, cães doentes vagam pelas ruas, animais atropelados agonizam sem socorro, e cavalos seguem amarrados em terrenos baldios, sem água ou pasto, sob o olhar indiferente das autoridades.


A verdade é dura, mas precisa ser dita: Paraty não tem política pública séria para o bem-estar animal.


Falta absolutamente tudo:

• Profissionais capacitados e estrutura permanente;

• Protocolos claros para manejo de animais de vida livre;

• Campanhas contínuas e organizadas de castração, vacinação e adoção;

• Fiscalização efetiva, com punição real para maus-tratos e abandono.


O setor de Bem-Estar Animal da cidade foi completamente sucateado e relegado a ações pontuais, quase sempre midiáticas, que pouco ou nada resolvem. A cada ano, os problemas se agravam, os casos aumentam, mas não há planejamento, investimento, nem vontade política real para enfrentar a situação.


Enquanto isso, quem sofre são os animais – e também a população, que vive entre o incômodo, a indignação e o desamparo.


A omissão do poder público é gritante. A cidade que atrai olhares internacionais pela beleza natural, precisa ser cobrada também pelo abandono institucionalizado que perpetua o sofrimento animal em cada canto de seu território.


É preciso mais do que comoção em postagens: é hora de ação concreta, políticas permanentes, transparência e responsabilidade. E isso só virá com pressão popular, denúncia e mobilização.


Paraty precisa acordar. E a Prefeitura precisa entender: cuidar dos animais é dever do Estado. Não é favor, é política pública.



 
 
 

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