Cuba decide soltar 51 presos após interlocução com o Vaticano
- Marcus Modesto
- há 2 horas
- 1 min de leitura
O governo de Cuba confirmou que 51 detentos serão libertados nos próximos dias, após entendimentos diplomáticos com o Vaticano. O anúncio foi feito na quinta-feira (12) pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba.
De acordo com a nota oficial, a decisão foi adotada como gesto humanitário e leva em conta o diálogo histórico mantido entre o governo cubano e a Igreja Católica sobre situações envolvendo pessoas privadas de liberdade. Os beneficiados teriam cumprido parte relevante de suas penas e demonstrado bom comportamento no período de detenção.
As autoridades cubanas ressaltaram que medidas desse tipo não são incomuns no país. Conforme dados divulgados pelo próprio governo, quase dez mil presos receberam algum tipo de indulto, liberdade antecipada ou benefício semelhante tdesde 2010.
Contexto religioso e diplomático
A iniciativa também acontece às vésperas das celebrações da Semana Santa, período tradicionalmente associado a gestos de reconciliação e clemência em diversos países.
Semanas antes do anúncio, o chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla esteve na sede da Santa Sé para reuniões institucionais. Durante a visita, ele participou de uma audiência com o Papa Leão XIV, representando oficialmente o governo da ilha.
Pressões externas
A medida também surge em meio ao aumento das críticas vindas dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump declarou recentemente que a ilha enfrenta uma crise humanitária e econômica profunda.
Em declarações recentes, Trump chegou a afirmar que Washington poderia assumir o controle de Cuba “de forma amigável ou não”, citando as dificuldades estruturais e energéticas enfrentadas pelo país caribenho.




Comentários