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Decisão judicial eleva tarifa da Light e pesa no bolso dos consumidores

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 4 dias
  • 1 min de leitura

Uma reviravolta judicial provocou impacto direto nas contas de energia elétrica no estado do Rio de Janeiro. Clientes atendidos pela Light passaram a enfrentar um reajuste significativamente maior após decisão da Justiça que elevou o índice médio para 16,69%, praticamente o dobro do percentual inicialmente autorizado.


O aumento original, definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica, era de 8,59%. No entanto, a concessionária recorreu e obteve decisão favorável na 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, alterando o cálculo e ampliando o impacto financeiro sobre os consumidores. A Advocacia-Geral da União já informou que pretende contestar a liminar.


No centro da disputa está a utilização de créditos tributários de PIS e Cofins, que vinham sendo aplicados para reduzir o reajuste tarifário. Com a nova decisão, esse mecanismo foi retirado da conta — o que explica a disparada no percentual.


Na prática, o efeito é imediato e sentido diretamente no orçamento das famílias. Para consumidores residenciais, o reajuste saltou de cerca de 6,40% para 14,58%. Já para empresas e grandes consumidores atendidos em alta tensão, o aumento pode ultrapassar 21%, elevando custos e pressionando setores produtivos.


Outro ponto que preocupa é a suspensão de um sistema que previa compensações futuras aos usuários, com redução gradual das tarifas. Sem esse mecanismo, o alívio que poderia vir nos próximos anos deixa de existir.


O novo reajuste também chama atenção por superar com folga a inflação oficial registrada em 2025, que ficou em 4,26%. Com a mudança já em vigor, as próximas faturas devem refletir imediatamente o aumento, ampliando a pressão sobre o custo de vida em um cenário já desafiador para os consumidores.



 
 
 

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