Desemprego cai para 5,4% e Brasil registra melhor resultado da série histórica do IBGE
- Marcus Modesto
- 30 de jul.
- 2 min de leitura
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre de 2026, alcançando o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma redução em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando a taxa era de 6,1%, e também é inferior ao percentual registrado no mesmo período de 2025, de 5,8%, refletindo a continuidade da expansão do mercado de trabalho.
País supera marca de 103 milhões de trabalhadores ocupados
Entre abril e junho, o Brasil contabilizou 103,1 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente já registrado pela pesquisa. Em comparação com o trimestre anterior, cerca de 1,1 milhão de brasileiros passaram a integrar o mercado de trabalho.
Ao mesmo tempo, o número de pessoas sem emprego caiu para 5,9 milhões, uma redução de aproximadamente 718 mil trabalhadores em relação aos três primeiros meses do ano.
Setores de serviços e transporte lideram geração de empregos
O avanço das contratações foi puxado principalmente pelos setores de transporte, armazenagem e correios, que abriram cerca de 235 mil novas vagas, e pela administração pública, educação, saúde e serviços sociais, responsáveis por aproximadamente 489 mil novos postos de trabalho no período.
Emprego com carteira assinada também bate recorde
O levantamento do IBGE aponta que o país chegou a 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o maior número já registrado pela pesquisa. Já o contingente de empregados sem carteira assinada foi estimado em 13,6 milhões de pessoas.
Mesmo com o crescimento do emprego formal, a taxa de informalidade permaneceu elevada, atingindo 37,4% da população ocupada.
Salário médio permanece estável
O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 3.738 no segundo trimestre. Embora seja o maior valor já registrado para esse período do ano, o resultado ficou ligeiramente abaixo do observado no primeiro trimestre, quando a média foi de R$ 3.765.
Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, a estabilidade é explicada pela entrada de novos trabalhadores no mercado, que normalmente começam recebendo salários próximos ou inferiores à média nacional.
Mercado de trabalho segue aquecido apesar dos juros elevados
Os números foram divulgados em um momento em que a taxa básica de juros (Selic) permanece em 14,25% ao ano. Apesar do custo elevado do crédito, o mercado de trabalho continua demonstrando força, impulsionado pelo aumento da ocupação e do consumo das famílias.
Outro indicador positivo foi a redução do número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga. Esse grupo caiu para 2,3 milhões de brasileiros, uma diminuição de 14,7% em relação ao trimestre anterior.
Caged também aponta crescimento do emprego formal
Os dados da Pnad reforçam o cenário apresentado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil criou 145,2 mil vagas com carteira assinada em junho, elevando para 921,7 mil o saldo de empregos formais gerados no acumulado de 2026.




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