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Dilma Rousseff é reeleita para mais cinco anos à frente do Banco do Brics

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 23 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

A ex-presidente Dilma Rousseff confirmou neste domingo (23) que permanecerá no comando do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como banco do Brics, por mais cinco anos. Dilma, que assumiu a presidência da instituição em março de 2023, teria seu mandato encerrado em julho deste ano, mas foi reconduzida ao cargo “por unanimidade”, segundo afirmou durante um evento em Pequim, na China.


— Fui reeleita. Eles indicaram e o ‘board’ aprovou por unanimidade — declarou Dilma.


Em um balanço de sua gestão, a ex-presidente destacou os avanços obtidos nos últimos dois anos. Segundo ela, quando assumiu o cargo, o banco estava há 16 meses sem realizar operações de captação de recursos. — Agora estamos bem — afirmou.


Além das atividades financeiras, Dilma tem desempenhado um papel importante na aproximação política e econômica entre o Brasil e a China. Em novembro do ano passado, durante a visita do presidente chinês Xi Jinping ao Brasil, foi lançada a proposta de promover “sinergias” entre os projetos econômicos dos dois países.


Apesar da expectativa, a visita de Xi Jinping não resultou na adesão do Brasil à iniciativa Cinturão e Rota, o megaprojeto de infraestrutura global da China, conhecido como “Nova Rota da Seda”. Em vez disso, Brasil e China decidiram avançar em parcerias específicas, criando duas forças-tarefa para discutir projetos conjuntos. O prazo para a apresentação de propostas era de 60 dias, mas, até o momento, não há resultados concretos divulgados.


Entre os projetos em negociação, um dos mais aguardados é a ferrovia transoceânica, que ligaria o Brasil ao Oceano Pacífico, facilitando a exportação de commodities agrícolas para os mercados asiáticos. Dilma reforçou a importância da iniciativa e afirmou que o projeto está em andamento.


— Certeza absoluta — declarou.


Dilma participou do Fórum de Desenvolvimento da China, evento inaugurado pelo premiê chinês, Li Qiang. Em seu discurso, feito em inglês, a ex-presidente elogiou o modelo de crescimento econômico da China.


Ao ser questionada sobre a ameaça do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de até 100% sobre os países do Brics caso o bloco avance na criação de uma moeda alternativa ao dólar, Dilma minimizou as declarações.


— Ele vai taxar a União Europeia? O euro é uma moeda alternativa. Mas acho que o Brics não vai fazer isso — comentou.


Segundo Dilma, a próxima cúpula do Brics, prevista para julho, deverá focar em plataformas de investimento e novas iniciativas financeiras entre os países-membros.



 
 
 

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