Disputa por comissões acirra clima político na Alerj e provoca reação do Psol
- Marcus Modesto
- 9 de jun.
- 2 min de leitura
Uma divergência sobre a composição das comissões permanentes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) elevou a tensão entre parlamentares nesta terça-feira (9). O embate envolve a redistribuição dos colegiados após mudanças na composição das bancadas partidárias e colocou frente a frente deputados do PL e do Psol.
A controvérsia ganhou força após uma reunião do Colégio de Líderes, quando foi discutida a aplicação do critério de proporcionalidade para definir o comando das comissões. Com o crescimento de sua representação na Casa, o PL passou a reivindicar a presidência de alguns colegiados atualmente ocupados pelo Psol.
Entre as comissões no centro da disputa estão as de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher e Servidores Públicos. A possibilidade de mudança no comando desses espaços levou parlamentares do Psol a utilizarem a tribuna para criticar a medida durante a sessão plenária.
Diante da falta de consenso, o presidente da Assembleia, deputado Douglas Ruas, decidiu estender o prazo para que os partidos indiquem os nomes que irão compor as comissões permanentes. As lideranças terão mais dois dias para encaminhar as indicações à Mesa Diretora.
A deputada Renata Souza, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, afirmou que a mudança representa uma tentativa de reduzir a influência da bancada do Psol em áreas consideradas estratégicas. Segundo ela, os colegiados desempenham papel relevante na fiscalização de políticas públicas e na defesa de direitos.
Durante o debate, a parlamentar também relacionou a disputa à atuação do partido em investigações e propostas de fiscalização no âmbito estadual. Entre os temas mencionados está a proposta de criação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar operações envolvendo o Banco Master e recursos do Rioprevidência.
O deputado Flávio Serafini, atual presidente da Comissão de Servidores Públicos, também criticou a possível alteração na estrutura das comissões. Para ele, a iniciativa tem motivação política e busca limitar a atuação da oposição dentro da Assembleia.
Os parlamentares do Psol afirmaram que continuarão defendendo a manutenção dos espaços atualmente ocupados pelo partido e que pretendem recorrer a todos os instrumentos regimentais e políticos disponíveis para contestar eventuais mudanças.
A definição sobre a nova composição das comissões deverá ocorrer após o encerramento do prazo concedido pela Presidência da Casa para apresentação das indicações partidárias, mantendo o tema como um dos principais focos de debate no Legislativo fluminense nos próximos dias




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