Educação municipal em colapso: levantamento do SEPE revela falta de profissionais, estruturas precárias e salários abaixo do mínimo
- Marcus Modesto
- 21 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Um levantamento realizado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE), entre os dias 20 e 27 de agosto, em 40 escolas da rede municipal — de um total de 69 — escancara a gravidade do abandono da educação pública no município. Os dados mostram carências em praticamente todas as áreas, confirmando o cenário de precariedade enfrentado por alunos e servidores.
Faltam profissionais em todas as funções
O estudo aponta a ausência de 36 professores, 63 agentes de apoio, 10 secretários escolares, 21 disciplinários, além de 13 orientadores pedagógicos e 10 orientadores educacionais. Na prática, turmas ficam sem aulas, funcionários acumulam funções e o cotidiano escolar é marcado pela improvisação.
Estrutura deficitária
Além da falta de pessoal, a situação física das escolas também é alarmante: 22 unidades não possuem biblioteca, 11 sequer têm sala destinada a professores e funcionários e 19 funcionam sem quadra de esportes, limitando atividades pedagógicas e de lazer.
Salários que envergonham
Enquanto isso, agentes de apoio e auxiliares administrativos recebem R$ 1.320,00 de salário base — R$ 198,00 abaixo do salário mínimo nacional de R$ 1.518,00. Uma realidade que não apenas desrespeita a legislação, mas também evidencia a desvalorização de profissionais essenciais para o funcionamento das escolas.
Um retrato de abandono
O quadro revelado pelo SEPE mostra uma rede escolar em colapso: sem estrutura, sem valorização e sem respeito. Professores e servidores lutam para manter o ensino funcionando, mas enfrentam um ambiente de carências múltiplas e promessas não cumpridas.
Enquanto a população paga o preço da má gestão, o futuro de milhares de crianças segue sendo comprometido pela negligência com a educação pública.




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