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EUA apontam PCC como principal ameaça à segurança nacional do Brasil

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

O governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) como a principal ameaça à segurança nacional do Brasil. A avaliação consta em relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos, obtido pelo jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, e aponta a expansão da facção dentro e fora do país.


Segundo o documento, o Brasil ocupa uma posição estratégica no tráfico internacional de drogas, atuando tanto como mercado consumidor quanto como rota de escoamento para outros continentes. Com cerca de 215 milhões de habitantes, o país aparece como o segundo maior consumidor de cocaína em volume absoluto, atrás apenas dos Estados Unidos. A extensa fronteira com grandes produtores mundiais reforça esse papel logístico no narcotráfico.


O relatório destaca que autoridades brasileiras têm interceptado carregamentos de cocaína em rotas aéreas e marítimas com destino aos Estados Unidos, à África e à Europa. Nesse cenário, organizações transnacionais, especialmente o PCC, são apontadas como o principal vetor de risco. Dados da Polícia Federal do Brasil indicam que a facção atua em 22 dos 27 estados brasileiros e mantém presença em pelo menos 16 países, incluindo território norte-americano.


O documento também ressalta a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Agentes da Polícia Federal têm participado de treinamentos com apoio norte-americano, o que tem contribuído para operações de grande porte. Em maio de 2024, por exemplo, foram apreendidas cerca de 2,2 toneladas de cocaína e outros 76 quilos da droga no estado do Amazonas, em uma das maiores operações já registradas na região.


Outra ação destacada ocorreu em agosto de 2024, no Porto de Santos, onde 114 quilos de cocaína foram encontrados escondidos no porão de um navio com destino à Europa. A operação contou com mergulhadores especializados da Polícia Federal, treinados em técnicas de inspeção subaquática dentro de programas internacionais de combate ao crime marítimo, com apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.


Por fim, o relatório chama atenção para o avanço de novas drogas sintéticas e destaca iniciativas brasileiras para ampliar sistemas de alerta e fortalecer a cooperação internacional no monitoramento dessas substâncias, consideradas uma ameaça crescente no cenário global.


 
 
 

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