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Evacuação do navio MV Hondius começa após mortes provocadas por surto de hantavírus

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 11 de mai.
  • 2 min de leitura

As autoridades internacionais iniciaram neste domingo (10) a retirada dos passageiros e tripulantes do navio MV Hondius, atracado no porto de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife, após um surto de hantavírus registrado a bordo provocar a morte de três pessoas.


Os primeiros a deixarem a embarcação foram 14 espanhóis, entre passageiros e tripulação, transportados sob rígidos protocolos de segurança sanitária. Equipes especializadas da Unidade Militar de Emergências da Espanha participaram da operação, utilizando equipamentos de proteção para evitar qualquer possibilidade de contágio.


Após o desembarque, os passageiros seguiram para o Aeroporto de Tenerife Sul e foram levados em aeronave militar até Madri, onde passaram a receber acompanhamento médico e permanecerão em quarentena. Um grupo de franceses também foi retirado do navio, seguindo o mesmo protocolo estabelecido pelas autoridades de saúde.


Segundo a empresa Oceanwide Expeditions, responsável pelo cruzeiro, o navio transporta passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades. A retirada ocorre de forma gradual, organizada de acordo com os voos de repatriação preparados pelos países envolvidos.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou ao menos seis casos da doença entre as pessoas a bordo, incluindo os três óbitos já registrados. Outros casos suspeitos seguem sob análise.


O MV Hondius havia partido de Ushuaia, na Argentina, no início de abril. Dias depois, os primeiros passageiros começaram a apresentar sintomas da doença, que é transmitida principalmente por roedores contaminados e pode causar febre, dores no corpo e graves complicações respiratórias.


Apesar da preocupação gerada pelo caso, a OMS informou que o risco de transmissão para a população de Tenerife é considerado baixo, destacando que as medidas de controle e isolamento adotadas pelas autoridades seguem protocolos internacionais de segurança.



 
 
 

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