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Filme sobre Bolsonaro vira alvo de polêmica após cifras milionárias e suspeitas nos bastidores

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 14 de mai.
  • 2 min de leitura

O projeto cinematográfico “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, mergulhou em uma nova crise após a revelação de negociações milionárias envolvendo aliados do núcleo bolsonarista e o banqueiro Daniel Vorcaro. Os valores ligados ao filme chamaram atenção não apenas pelo montante, mas também pela dimensão política e pela origem privada dos recursos.


Segundo reportagens divulgadas pela imprensa nacional, os investimentos já feitos no longa ultrapassariam produções consagradas do cinema brasileiro recente. O projeto teria recebido cerca de R$ 56 milhões até agora — valor superior ao orçamento de filmes de grande repercussão nacional, como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto.


As informações ganharam repercussão após a divulgação de mensagens e áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro, nas quais ele aparece tratando diretamente de cobranças relacionadas ao financiamento da produção. Em um dos trechos divulgados, o parlamentar demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos e possíveis impactos na continuidade do projeto cinematográfico.


O caso se tornou ainda mais delicado após a confirmação, segundo fontes ligadas à investigação, da autenticidade do material obtido pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero. Os arquivos teriam sido extraídos de um aparelho celular apreendido com Daniel Vorcaro.


De acordo com as reportagens, o valor total negociado para viabilizar “Dark Horse” poderia chegar a aproximadamente R$ 134 milhões. Além de Flávio Bolsonaro, as conversas também envolveriam o deputado federal Mário Frias e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.


A situação provocou questionamentos sobre a dimensão financeira da produção e o interesse político por trás do projeto. Críticos apontam que o orçamento milionário contrasta com as dificuldades enfrentadas historicamente pelo cinema nacional para financiar produções independentes e culturais.


Inicialmente, Flávio Bolsonaro negou a existência das negociações ao ser abordado por jornalistas. Posteriormente, após a divulgação das mensagens, admitiu ter buscado apoio financeiro privado para o filme. Em nota, o senador afirmou que não houve utilização de recursos públicos nem prática de irregularidades.


O episódio amplia o desgaste político em torno do entorno bolsonarista e transforma o filme, antes tratado apenas como uma produção biográfica, em mais um elemento de disputa pública e investigação sobre relações financeiras e influência política nos bastidores do poder.

Foto Reprodução


 
 
 

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