FIVB suspende Carol Solberg e atleta fica fora da abertura do Circuito Mundial de 2026
- Marcus Modesto
- há 2 horas
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A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi suspensa pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) por conduta considerada antidesportiva e não poderá disputar a etapa de abertura do Circuito Mundial de 2026, marcada para março, em João Pessoa.
A punição ocorreu após a atleta comemorar publicamente a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante entrevista concedida no fim de 2025. A informação foi divulgada pelo jornalista Juca Kfouri no portal UOL.
Segundo a reportagem, a entidade entendeu que a manifestação violou dispositivos disciplinares previstos no regulamento internacional da modalidade.
Declaração após medalha no Mundial
O episódio ocorreu em 23 de novembro de 2025, logo após Carol conquistar a medalha de bronze ao lado de Rebecca no Campeonato Mundial disputado na Austrália. Durante entrevista ao vivo a uma emissora local, a atleta celebrou o resultado esportivo e comentou o cenário político brasileiro.
“É um dia maravilhoso para mim, estou tão feliz”, afirmou. Em seguida, mencionou a prisão do ex-presidente e declarou que o fato deveria ser celebrado. A fala foi encerrada com um grito direcionado ao público brasileiro.
Base da decisão disciplinar
De acordo com a apuração, a FIVB fundamentou a punição no artigo 8.3 do regulamento disciplinar, que enquadra como conduta antidesportiva o uso de linguagem ofensiva, gestos inadequados ou comportamentos capazes de gerar descrédito ao esporte ou à entidade.
Com a suspensão, a brasileira ficará fora da primeira etapa do circuito internacional de 2026, o que pode impactar o início da temporada e a pontuação da dupla no ranking mundial.
Histórico de posicionamentos
Não é a primeira vez que Carol Solberg se envolve em controvérsia por manifestações políticas. Em 2020, a atleta foi advertida pela 1ª Comissão Disciplinar do STJD do Vôlei após declarar “fora, Bolsonaro” durante entrevista ao vivo ao SporTV.
Na ocasião, a procuradoria pediu punição máxima, incluindo multa e suspensão por competições, mas a decisão final foi mais branda. Em entrevistas posteriores, Carol afirmou não se arrepender do posicionamento e defendeu que atletas também exercem cidadania e liberdade de expressão, apesar de relatar ter recebido ameaças após o episódio.




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