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Flup 2026 começa no Rio com literatura, música e homenagem a Ana Maria Gonçalves

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
há 1 hora
2 min de leitura

O Centro do Rio de Janeiro será palco, a partir desta quarta-feira (23), de uma das principais celebrações da literatura e da cultura periférica do país. A 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup) começa com uma programação que combina literatura, música, teatro, performances e atividades destinadas a crianças e adolescentes.


Neste ano, o festival adota o tema “As filhas das filhas das filhas” e presta homenagem à escritora Ana Maria Gonçalves, autora de Um defeito de cor e integrante da Academia Brasileira de Letras.


As atividades serão realizadas até domingo (27), com programação concentrada no Teatro Carlos Gomes e na Praça Tiradentes. O festival reúne nomes de diferentes áreas da cultura brasileira, entre eles Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo, Cidinha da Silva, Gilberto Gil e Elisa Lucinda.


A abertura terá um momento especialmente voltado aos estudantes da rede municipal. Cerca de 800 crianças e adolescentes participarão da etapa final da Batalha da Memória – “Festejar é uma forma de não esquecer”, iniciativa que vem sendo desenvolvida desde junho.


A atividade nasceu de um processo de formação realizado nas escolas participantes, com a presença de escritores, ilustradores e outros profissionais ligados à produção cultural. Ao longo dos encontros, os estudantes tiveram contato com livros, pesquisas, desafios e atividades relacionadas à memória e à história.


A proposta da Flup é aproximar o público jovem da literatura e, ao mesmo tempo, estimular a valorização das referências culturais que fazem parte da formação da sociedade brasileira.


Memória e identidade no centro da programação


A edição deste ano também dedica espaço a personagens que tiveram participação importante na construção cultural, científica e social do país. Entre as personalidades lembradas estão Chiquinha Gonzaga, Tia Ciata, Tia Dodô da Portela, Mercedes Baptista e Conceição Evaristo.


A programação também recupera trajetórias de nomes como Machado de Assis, Oswaldo Cruz, Heitor dos Prazeres, Cunhambebe Tupinambá e os irmãos André e Antônio Rebouças.


Criada em 2012, a Flup consolidou uma proposta de ampliar o espaço destinado a escritores e artistas negros, periféricos, mulheres e integrantes da comunidade LGBTQIAPN+. O festival transformou a literatura em ponto de encontro para diferentes manifestações artísticas e para o debate sobre memória, identidade e sociedade.


Em 2026, a Flup também integra a programação da Semana de Arte do Rio, que movimenta diferentes espaços do Centro da capital fluminense com exposições, intervenções urbanas, festivais e outras atividades culturais.


Ana Maria Gonçalves no centro das homenagens


A trajetória de Ana Maria Gonçalves é o eixo da edição deste ano. A escritora, que se tornou a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, será celebrada ao longo dos dias de programação.


O tema escolhido para o festival dialoga com a ideia de transmissão de histórias, experiências e referências entre gerações. A partir dessa perspectiva, a Flup reúne literatura e outras manifestações artísticas para discutir personagens e trajetórias que ajudaram a construir a cultura brasileira.


Com programação até domingo, a Festa Literária das Periferias ocupa a região da Praça Tiradentes e do Teatro Carlos Gomes e transforma o Centro do Rio em espaço de encontro entre escritores, artistas, estudantes e leitores.


 
 
 

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