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Furlani tenta vender como novidade um direito que já existe no SUS há anos

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 5 minutos
  • 2 min de leitura

A Prefeitura de Barra Mansa voltou a apostar na propaganda política para transformar um direito já garantido pelo SUS em suposta conquista inédita da atual gestão. A distribuição de fórmulas infantis especiais para crianças com alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e outras intolerâncias alimentares não nasceu agora, nem foi criada pelo governo Furlani.


O fornecimento dessas fórmulas já é previsto há anos dentro do Sistema Único de Saúde. Desde 2018, o Ministério da Saúde incorporou oficialmente fórmulas alimentares especiais para crianças de até dois anos com APLV, incluindo produtos à base de soja, proteínas extensamente hidrolisadas e aminoácidos.


Documentos do próprio Ministério da Saúde mostram que o programa foi estruturado nacionalmente para atender milhares de crianças em todo o país. A medida foi anunciada ainda no governo federal em 2019, muito antes da atual administração municipal.


Além disso, protocolos técnicos do SUS e da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) já regulamentavam o atendimento e a disponibilização dessas fórmulas especiais para crianças com alergia alimentar grave.


Mesmo assim, a Prefeitura tenta apresentar a ação como se fosse uma grande inovação local, ignorando que se trata de um direito previsto no sistema público de saúde e conquistado há anos por famílias que lutam pelo acesso ao tratamento adequado.


A estratégia de marketing político não é novidade. Em vez de reconhecer que o município apenas cumpre uma obrigação do SUS, a gestão prefere criar narrativa de “feito histórico” para tentar capitalizar politicamente uma política pública que já existe nacionalmente.


Enquanto isso, muitas mães acabam acreditando que o benefício surgiu agora ou depende exclusivamente da boa vontade da Prefeitura, quando, na verdade, o acesso às fórmulas especiais é um direito assegurado dentro da política pública federal de saúde.


O problema não está na oferta do serviço — que é necessária e importante — mas na tentativa de transformar obrigação administrativa em peça de propaganda institucional.


Foto Divulgação


 
 
 

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