Glauber Braga entra no oitavo dia de greve de fome em protesto contra processo de cassação
- Marcus Modesto
- 17 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) completa nesta quinta-feira (17) oito dias em greve de fome. O parlamentar protesta contra o processo de cassação de seu mandato, aberto por suposta quebra de decoro parlamentar, após chamar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de “bandido” em sessão plenária. O episódio remonta a uma discussão acalorada sobre o chamado “Orçamento Secreto”, alvo de críticas por sua opacidade e uso político.
Para aliados de Glauber, o processo de cassação tem motivação claramente política e representa uma tentativa de silenciar a oposição combativa ao governo anterior e aos setores do Centrão que ainda detêm forte influência na Câmara. Parlamentares da base bolsonarista são os principais articuladores da ação contra o deputado do PSOL.
O “Orçamento Secreto” — oficialmente batizado de emendas do relator (RP9) — foi amplamente denunciado por instituições e veículos de imprensa como mecanismo de uso irregular de verbas públicas, sem transparência nem critérios técnicos. A prática teria sido utilizada para favorecer aliados e consolidar bases eleitorais, em especial durante o governo Bolsonaro.
Críticos comparam a atuação de Lira à do ex-deputado Eduardo Cunha, protagonista da abertura do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. Para eles, o atual presidente da Câmara busca repetir a estratégia de eliminar adversários políticos por meio de manobras regimentais e uso do poder institucional.
Em nota, o PSOL manifestou apoio a Glauber Braga, classificando o processo como “perseguição política” e alertando para o risco de “instrumentalização autoritária da Comissão de Ética” da Câmara dos Deputados.
A equipe médica que acompanha o parlamentar informou que seu estado de saúde inspira atenção, embora ele ainda esteja lúcido e firme em sua decisão. Glauber afirma que manterá a greve de fome enquanto o processo não for arquivado ou devidamente revisto.
A situação acirra ainda mais os ânimos entre a esquerda e setores conservadores do Congresso, em um cenário político já marcado por disputas em torno da sucessão na presidência da Câmara e pela aproximação das eleições de 2026.
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