Governo avalia ampliar percentual de etanol na gasolina para reduzir importações e estimular produção nacional
- Marcus Modesto
- 9 de jun.
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O governo federal estuda uma nova mudança na composição da gasolina comercializada no Brasil. A proposta, apresentada pelo Ministério de Minas e Energia, prevê elevar a participação do etanol anidro dos atuais 30% para 32%, medida que poderá ser analisada nas próximas semanas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
O anúncio foi feito após um encontro realizado no Palácio do Planalto entre representantes do governo, lideranças do setor sucroenergético e empresários ligados à cadeia de biocombustíveis. A iniciativa integra as ações voltadas à ampliação do uso de combustíveis renováveis e à redução da dependência de derivados de petróleo importados.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, estudos técnicos indicam que a ampliação da mistura é viável e pode trazer benefícios econômicos e ambientais. Entre os impactos esperados está a diminuição da necessidade de importação de gasolina, fortalecendo a autossuficiência energética do país.
Representantes da indústria destacam que o etanol possui custo inferior ao da gasolina e que o aumento da participação do biocombustível na mistura pode contribuir para amenizar os gastos dos consumidores nos postos. O setor também argumenta que a medida favorece a redução das emissões de gases de efeito estufa e amplia a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira.
Empresários ligados à produção de cana-de-açúcar afirmam que o país possui capacidade para atender ao crescimento da demanda. A expectativa é de expansão da produção nacional de etanol nos próximos anos, impulsionada por investimentos e por políticas voltadas ao desenvolvimento dos biocombustíveis.
Outro ponto ressaltado pelos representantes do segmento é que os testes realizados anteriormente com percentuais mais elevados de etanol apresentaram resultados satisfatórios em relação ao desempenho dos veículos, reforçando a segurança da proposta em análise.
Caso receba aval do CNPE, a alteração representará mais um passo na estratégia brasileira de ampliar o uso de combustíveis renováveis, combinando metas de sustentabilidade, fortalecimento da produção agrícola e redução da exposição do mercado interno às oscilações internacionais do petróleo.




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