Governo estende subsídio da gasolina por mais 30 dias para conter impacto da alta do petróleo
- Marcus Modesto
- 24 de jul.
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O governo federal decidiu manter por mais 30 dias o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, medida que busca evitar um aumento mais expressivo nos preços dos combustíveis em meio à valorização do petróleo no mercado internacional. A prorrogação passa a valer a partir deste domingo (26), após o benefício, em vigor desde maio, ter previsão de encerramento neste sábado (25).
A decisão foi oficializada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, diante do novo cenário de instabilidade provocado pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio, que voltou a pressionar as cotações do petróleo.
A chamada subvenção econômica funciona como um auxílio financeiro pago pelo governo aos produtores e importadores de combustíveis. Com isso, parte do custo é absorvida pelo poder público, reduzindo o impacto dos reajustes internacionais para os consumidores nos postos.
Enquanto a gasolina seguirá contando com o benefício de R$ 0,44 por litro, o diesel permanece contemplado por um subsídio maior, de R$ 1,12 por litro. A medida provisória que criou esse incentivo já havia sido prorrogada pelo Congresso Nacional por mais 60 dias.
O governo explica que a renovação do auxílio foi motivada pela alta recente do barril de petróleo Brent, que voltou a superar a marca de US$ 100 após a retomada das tensões no Oriente Médio. Além da guerra, ataques a embarcações na região do Mar Vermelho aumentaram as preocupações com a oferta global da commodity.
Como o petróleo é a principal matéria-prima para a produção de gasolina, diesel e querosene de aviação, sua valorização tende a elevar os custos dos combustíveis, impactando também a inflação e o transporte de cargas e passageiros.
Além da manutenção dos subsídios, o governo adotou outras medidas para tentar reduzir a pressão sobre os preços. Entre elas está a autorização para elevar temporariamente a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, estratégia que busca diminuir a dependência dos derivados de petróleo e ajudar a conter novos reajustes nas bombas.




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