Governo libera R$ 330 milhões para conter alta do gás de cozinha
- Marcus Modesto
- 29 de abr.
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O governo federal publicou nesta terça-feira (28) uma medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás de cozinha. A iniciativa surge em meio à escalada dos preços internacionais, pressionados principalmente pelo cenário de instabilidade no Oriente Médio.
O objetivo é claro: evitar que o consumidor brasileiro sinta de forma imediata o impacto dessa alta. O recurso será destinado à compensação de custos para que o gás liquefeito de petróleo (GLP) importado chegue ao país com preço equivalente ao produto nacional.
A ação integra um pacote anunciado no início de abril para amenizar os efeitos da crise internacional sobre os combustíveis. Na ocasião, o governo já havia definido um subsídio de R$ 850 por tonelada de GLP importado, numa tentativa de equilibrar o mercado interno e frear reajustes mais agressivos.
Na prática, o mecanismo funciona como um amortecedor. Parte do custo da importação é absorvida pelo governo, reduzindo a pressão sobre distribuidoras e, consequentemente, sobre o bolso da população. A medida mira especialmente as famílias de baixa renda, que são as mais afetadas pelo aumento do botijão.
Inicialmente, a subvenção será válida entre 1º de abril e 31 de maio, com possibilidade de prorrogação por até dois meses, caso o cenário internacional continue desfavorável.
Do ponto de vista fiscal, o crédito extraordinário não entra no limite de gastos previsto pelo novo arcabouço, mas impacta a meta de resultado primário. Para 2025, a Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê superávit de R$ 34,3 bilhões, com margem para variação entre equilíbrio e resultado positivo maior.
A dependência externa também pesa nesse cenário. Atualmente, cerca de 20% do gás de cozinha consumido no Brasil é importado, o que torna o país vulnerável às oscilações do mercado internacional, incluindo o preço do petróleo e os custos logísticos.
Além do conflito no Oriente Médio, o governo aponta fatores como o encarecimento do transporte e a valorização global do gás como responsáveis pela pressão recente sobre os preços.
A medida também dialoga com programas sociais já existentes voltados ao acesso ao gás de cozinha, podendo influenciar diretamente os valores de referência utilizados nesses benefícios.
Com a liberação dos recursos, o governo tenta ganhar tempo diante de um cenário externo instável, reduzindo impactos imediatos no custo de vida e evitando repasses bruscos ao consumidor final.
com informações da Agência Brasil




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