Indústria mantém trajetória de crescimento e registra quarto mês seguido de alta no país
- Marcus Modesto
- 3 de jun.
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A atividade industrial brasileira voltou a apresentar resultado positivo em abril e consolidou uma sequência de quatro meses consecutivos de expansão. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial avançou 0,7% na comparação com março, considerando os ajustes sazonais.
Com o novo desempenho, o setor acumula crescimento de 4,4% desde janeiro, demonstrando recuperação gradual após oscilações registradas nos últimos anos. O nível atual da produção já supera em 4,7% o período anterior à pandemia de Covid-19, embora permaneça 12,9% abaixo do recorde histórico alcançado em 2011.
No acumulado entre janeiro e abril deste ano, a indústria nacional apresentou expansão de 1,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado positivo do mês estão as indústrias extrativas e o setor de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, ambos com crescimento de 3,1%. As duas atividades registraram o quinto avanço mensal consecutivo.
Segundo o gerente da Pesquisa Industrial Mensal, André Macedo, o desempenho das indústrias extrativas foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção de petróleo bruto, gás natural e minério de ferro. Já no segmento de combustíveis, o destaque ficou para a fabricação de etanol e derivados de petróleo, especialmente o óleo diesel.
Outros ramos também apresentaram evolução significativa em abril. A produção de produtos de madeira cresceu 8,5%, enquanto os setores de produtos têxteis e de borracha e material plástico avançaram 4,1% e 3,1%, respectivamente. A fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos registrou alta de 2,2%.
Apesar do resultado geral positivo, parte da indústria encerrou o mês em retração. O setor de produtos químicos apresentou a principal queda, com recuo de 3,9%. Também registraram redução na produção os segmentos farmacêutico (-6,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), metalurgia (-1,0%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%).
Os números reforçam um cenário de crescimento moderado da indústria brasileira, sustentado principalmente pelos setores ligados à extração mineral e à cadeia de energia, que seguem exercendo papel decisivo no desempenho da atividade econômica nacional.




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