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Irã restringe passagem no Estreito de Hormuz apenas a países considerados inimigos

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O governo do Irã afirmou que o tráfego marítimo no Estreito de Hormuz continua funcionando, apesar das recentes tensões militares na região. Segundo autoridades iranianas, a restrição não é total e se aplica apenas a embarcações associadas a países que o regime considera adversários.


A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, durante entrevista ao canal norte-americano MS NOW neste domingo (15). De acordo com ele, navios e petroleiros ligados a nações como Estados Unidos e Israel estão impedidos de utilizar a rota.


“Está fechado apenas para petroleiros e navios pertencentes aos nossos inimigos, àqueles que nos atacam e aos seus aliados”, declarou o chanceler.


Araghchi acrescentou que, mesmo sem uma proibição formal para outros países, algumas embarcações têm evitado cruzar a região devido ao temor de um agravamento do conflito no Oriente Médio.


Corredor vital para o petróleo mundial


O Estreito de Hormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A passagem conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, servindo como principal corredor para a exportação de petróleo produzido no Oriente Médio.


Diariamente, milhões de barris de petróleo passam pela região, o que faz com que qualquer ameaça de bloqueio gere alerta imediato nos mercados internacionais de energia.


Analistas avaliam que um fechamento completo do estreito poderia provocar forte elevação nos preços do petróleo e repercussões significativas na economia global.


Cresce a tensão militar na região


A declaração do governo iraniano ocorre em meio ao aumento da presença militar de diferentes países nas proximidades do Golfo Pérsico. Movimentações navais e o clima de hostilidade elevam o nível de atenção de governos e empresas ligadas ao setor energético.


Mesmo com a garantia de Teerã de que o tráfego permanece aberto para a maioria das nações, o cenário continua sendo acompanhado com cautela pela comunidade internacional.



 
 
 

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