Justiça condena três homens por execução de pai e bebê de oito meses em Itatiaia
- Marcus Modesto
- 24 de jul.
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O Tribunal do Júri condenou três homens envolvidos no assassinato de um pai e de sua filha de apenas oito meses, crime ocorrido em novembro de 2022, em Itatiaia, e que causou forte comoção no Sul Fluminense. A mãe da criança também foi atingida por disparos durante a ação, mas conseguiu sobreviver.
A decisão acolheu as denúncias apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Lucas Gama Costa foi sentenciado a 62 anos de prisão, enquanto Waldecir Medeiros Braga recebeu pena de 43 anos de reclusão. Ambos foram considerados culpados pelas mortes de Eduardo Lopes Querino e da bebê Eduarda Victória Lopes, além da tentativa de homicídio contra Verônica Cabral de Oliveira.
Já Matheus dos Santos Souza foi condenado a quatro anos de prisão. Os jurados entenderam que sua participação se limitou ao homicídio de Eduardo, sem envolvimento direto na morte da criança.
Segundo as investigações, a família havia acabado de deixar o fórum de Itatiaia, onde participou de uma audiência relacionada a outro processo criminal, quando passou a ser seguida pelos criminosos. O táxi em que as vítimas estavam foi interceptado na Rua Juliana Campos Neves, no bairro Vila Esperança.
De acordo com a denúncia do MPRJ, Lucas foi o autor dos disparos. Eduardo morreu no local. A pequena Eduarda foi baleada na cabeça, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Verônica, que tinha 19 anos na época, foi atingida no braço, recebeu atendimento no Hospital de Emergência de Resende e sobreviveu.
Para o Ministério Público, o ataque foi planejado como uma vingança. A acusação sustentou que Waldecir participou da organização da emboscada por acreditar que Eduardo tivesse ligação com o assassinato de sua companheira, ocorrido meses antes e investigado em outro processo.
Os jurados reconheceram que os crimes foram praticados por motivo torpe, mediante emboscada e com recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa das vítimas. No caso da bebê, também foi aplicada a qualificadora pelo fato de ela ser menor de 14 anos.
Durante o julgamento, duas denunciadas no processo, Talita Maria Nascimento Medeiros Braga e Hayala do Nascimento Medeiros Braga, foram absolvidas. A absolvição foi solicitada pelo próprio Ministério Público após a análise das provas apresentadas em plenário.




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