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Lula defende maioridade penal aos 16 anos para crimes hediondos e apresenta propostas para a economia

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
há 8 horas
2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, na quinta-feira (15). Na sabatina conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, Lula também abordou segurança pública, economia, programas sociais e as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.


Ao tratar da maioridade penal, o presidente afirmou ser favorável à mudança, mas ressaltou que o tema deve ser discutido separadamente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A proposta está em tramitação no Congresso Nacional e busca reorganizar a atuação das forças de segurança.


Lula também defendeu a aprovação da PEC e afirmou que o governo federal precisa ampliar sua participação no enfrentamento à criminalidade. Entre as medidas mencionadas, estão a criação de um Ministério da Segurança Pública e ações para dificultar a atuação de organizações criminosas dentro dos presídios.

“Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”, declarou.

Economia e programas sociais


Questionado sobre a dívida pública e a situação fiscal do país, Lula defendeu uma estratégia de crescimento baseada na ampliação da renda da população de menor poder aquisitivo. Segundo ele, o aumento do dinheiro em circulação entre os trabalhadores e as famílias mais pobres contribui para movimentar a economia.

O presidente afirmou que o Brasil avançou da 12ª para a 10ª posição entre as maiores economias mundiais durante seu atual mandato. Também criticou propostas de ajuste fiscal que, em sua avaliação, penalizam os segmentos mais vulneráveis da sociedade.


Na área social, Lula justificou o reajuste de 15% no Bolsa Família e disse que decidiu pela correção após tomar conhecimento de que o benefício não havia sido aumentado. Segundo ele, havia espaço fiscal para a medida.


O candidato também citou a aprovação da proposta para acabar com a escala de trabalho 6x1 no Senado, além de medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs). Outra iniciativa apresentada foi a proposta de oferecer transporte público gratuito aos fins de semana.

Relação com os Estados Unidos


Ao comentar as tarifas comerciais impostas pelo governo de Donald Trump, Lula afirmou que o Brasil tem buscado ampliar as relações com outros parceiros internacionais para reduzir os impactos sobre as exportações nacionais.


Durante a entrevista, ele mencionou a queda de 9% no comércio com os Estados Unidos e destacou o crescimento das relações comerciais com China, Indonésia e Alemanha. Também afirmou que o país registrou recordes de superávit comercial.

Lula disse preferir uma solução negociada com o governo norte-americano, mas não descartou a aplicação de medidas de reciprocidade caso não haja acordo.


“Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas, se tiver que fazer, nós vamos”, afirmou.


A entrevista reuniu temas centrais do debate político nacional, com destaque para as propostas de segurança pública, a discussão sobre a maioridade penal e as medidas econômicas e sociais defendidas pelo presidente durante a campanha eleitoral.



 
 
 

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