Lula reduz rejeição e alcança empate técnico em nova pesquisa Quaest
- Marcus Modesto
- há 1 hora
- 2 min de leitura
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), aponta uma recuperação nos índices de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento revela um cenário de equilíbrio entre os brasileiros que aprovam e os que desaprovam a administração federal, indicando uma interrupção da tendência de desgaste observada nos primeiros meses do ano.
Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados aprovam o desempenho de Lula na Presidência da República, enquanto 48% desaprovam sua gestão. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os números caracterizam empate técnico entre os dois grupos.
O estudo foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do país. O nível de confiança é de 95%.
Os resultados mostram avanço gradual do governo. Em abril, a aprovação era de 43% e a desaprovação alcançava 52%. Em maio, os índices passaram para 46% e 49%, respectivamente. Agora, a diferença caiu para apenas um ponto percentual, configurando o cenário mais equilibrado registrado pelo instituto nos últimos meses.
A avaliação geral do governo também apresentou sinais de estabilidade. Para 34% dos entrevistados, a gestão é positiva. Outros 38% a consideram negativa, enquanto 26% a classificam como regular. Em comparação com o levantamento anterior, houve pequena redução da avaliação negativa e leve crescimento da percepção regular.
O Nordeste continua sendo o principal reduto político do presidente. Na região, 61% aprovam o governo federal e 34% desaprovam. Já no Sudeste, onde se concentra o maior eleitorado do país, a desaprovação supera a aprovação: 51% contra 43%.
No Sul, os índices seguem mais desfavoráveis ao Palácio do Planalto. Apenas 33% aprovam a administração federal, enquanto 63% manifestam desaprovação. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, a aprovação chega a 44%, contra 50% de desaprovação.
A pesquisa também identificou diferenças significativas relacionadas à renda. Entre os beneficiários do Bolsa Família, a aprovação alcança 60%. Entre os que não recebem o benefício, o governo é desaprovado por 52% dos entrevistados.
O apoio ao presidente também é maior entre os brasileiros de menor renda. Na faixa de até dois salários mínimos, 59% aprovam o governo. Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, a desaprovação sobe para 60%.
O nível de escolaridade igualmente influencia a avaliação da gestão federal. Entre os entrevistados com ensino fundamental, a aprovação chega a 58%. Já entre os que possuem ensino superior, 57% desaprovam o governo.
No aspecto religioso, Lula mantém vantagem entre os católicos, grupo em que registra 51% de aprovação. Entre os evangélicos, porém, a desaprovação atinge 60%, consolidando uma resistência já observada em eleições recentes.
A divisão também aparece quando o recorte é feito por gênero. Entre as mulheres, a aprovação alcança 49% e supera a desaprovação, que registra 44%. Entre os homens, ocorre o inverso: 53% desaprovam a administração federal e 44% a aprovam.
Os números indicam que o presidente recuperou parte do apoio perdido no início do ano e reduziu significativamente a distância para os índices de desaprovação. Apesar da melhora, o governo ainda enfrenta desafios em segmentos estratégicos do eleitorado, especialmente entre os brasileiros de maior renda, os evangélicos e os moradores das regiões Sul e Sudeste.
