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Maduro chega aos EUA sob custódia após operação militar inédita na Venezuela

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 4 de jan.
  • 2 min de leitura

Imagens exibidas por emissoras de televisão neste sábado (3) mostraram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcando no Aeroporto Internacional de Stewart, no Vale do Hudson, a aproximadamente 95 quilômetros de Nova York. O pouso ocorreu por volta das 18h30 (horário de Brasília), mais de 16 horas após a captura do líder venezuelano e de sua esposa, Cília Flores, em Caracas, durante uma ação militar conduzida por forças norte-americanas.


A aeronave que transportou o casal foi recebida por um forte esquema de segurança. Maduro apareceu escoltado por dezenas de agentes federais do FBI e da DEA. Vestindo moletom com capuz, ele apresentava dificuldades para descer as escadas do avião e caminhar até um hangar do aeroporto, aparentando estar algemado nas mãos e nos pés.


De acordo com a imprensa dos Estados Unidos, Maduro e Cília Flores deverão ser levados de helicóptero até Manhattan, onde ficarão sob custódia da DEA. Em seguida, serão encaminhados ao sistema prisional norte-americano para responder a acusações de tráfico internacional de drogas, ainda não acompanhadas de provas tornadas públicas pelo governo dos EUA.


Mais cedo, em pronunciamento oficial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo assumirá a administração da Venezuela após a operação militar que resultou na deposição e captura de Maduro. Segundo ele, o controle permanecerá até que seja organizada uma transição de poder no país sul-americano.


Autoridades norte-americanas informaram que a operação foi planejada ao longo de vários meses e mobilizou cerca de 150 aeronaves. Trump não detalhou por quanto tempo os EUA pretendem manter o controle direto da Venezuela, que possui uma fronteira superior a dois mil quilômetros com o Brasil, mas sinalizou a possibilidade de diálogo sobre um governo interino.


A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, citada como possível interlocutora, rejeitou qualquer submissão a decisões do governo norte-americano em sua primeira manifestação pública após os acontecimentos.

Com informações Agência Brasil

Foto Reuters


 
 
 

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