Ministros do governo Lula criticam tentativa de anistia e relembram golpe militar de 1964
- Marcus Modesto
- 31 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
No aniversário de 61 anos do golpe militar de 1964, ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usaram as redes sociais para relembrar o período ditatorial e criticar a proposta de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez um paralelo entre os dois episódios históricos e destacou a importância de responsabilizar os envolvidos na tentativa de golpe recente. “É importante recordar esse período nos dias de hoje, em que estão sendo levados a julgamento os comandantes de uma nova tentativa de golpe, incluindo um ex-presidente da República tornado réu”, escreveu Gleisi em publicação no X.
A ministra também reforçou a necessidade de punição para os envolvidos nos ataques às instituições democráticas. “É um dever histórico em defesa da democracia, hoje e para sempre”, afirmou.
Rejeição à anistia e defesa da democracia
Outros ministros do governo Lula também se posicionaram contra a tentativa de anistiar os responsáveis pelos atos de 8 de janeiro. Pelo terceiro ano consecutivo, o Executivo decidiu não promover atos institucionais sobre a data do golpe de 1964, mas reforçou seu compromisso com a memória democrática.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou que é necessário lembrar o passado para evitar a repetição de episódios antidemocráticos. “O golpe militar aconteceu há 61 anos, mas hoje ainda precisamos lutar firmemente em defesa da democracia, contra o extremismo e pela justiça. Ditadura nunca mais. Democracia sempre. Sem anistia”, afirmou.
Já o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforçou o impacto negativo dos regimes ditatoriais e rejeitou qualquer possibilidade de perdão aos golpistas. “Hoje é um dia para lembrarmos de quão nocivas são as ditaduras. Períodos de dores e tristes lembranças. No caso do Brasil: torturas, assassinatos, desaparecimentos, corrupção e impunidade. Por isso, neste 31 de março, a palavra de ordem é anistia, não!”
Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, ressaltou que a democracia brasileira ainda é um processo em construção e deve ser constantemente protegida. “Que a memória do passado nos fortaleça no presente e nos inspire a seguir firmes na defesa do diálogo, da liberdade e do Estado Democrático de Direito.”
A tentativa de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro segue como um dos principais temas em debate no Congresso Nacional e tem sido amplamente criticada por diferentes setores da sociedade e do




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