top of page
Buscar

Ministros do STF cobram reação do governo Lula contra ameaça dos EUA a Alexandre de Moraes

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 22 de mai.
  • 2 min de leitura

A pressão do governo dos Estados Unidos para impor sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, elevou a tensão diplomática e gerou reação imediata na cúpula do Judiciário brasileiro. Ministros da Corte exigem uma resposta firme do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diante do que consideram uma tentativa inaceitável de ingerência externa no Poder Judiciário do país.


O alerta veio após declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que confirmou, em audiência no Congresso dos EUA, que a possibilidade de sanções contra Moraes “está sob análise” e que há “grande chance” de que sejam efetivadas. A manifestação foi uma resposta a questionamentos do deputado republicano Cory Mills, ligado ao movimento de apoio internacional à direita brasileira.


Nos bastidores, ao menos quatro ministros do STF, ouvidos sob condição de anonimato, avaliam que o governo Lula precisa deixar claro à administração de Donald Trump que decisões judiciais no Brasil não estão sujeitas a pressões ou avaliações de governos estrangeiros. O entendimento é que o Planalto não pode se furtar a defender a soberania nacional e a autonomia dos poderes.


A ofensiva contra Moraes ocorre em meio aos desdobramentos dos processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro, que responde no STF por tentativa de golpe de Estado e incitação aos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023. Moraes também conduz investigações sobre a atuação de milícias digitais e redes de desinformação, tema que tem gerado desconforto em setores da direita norte-americana.


Reincidência nas tensões diplomáticas


Essa não é a primeira vez que ministros do STF cobram do Executivo uma postura mais contundente. Em abril, durante o embate com o empresário Elon Musk — que atacou publicamente Moraes e disseminou acusações de censura —, a Corte também pressionou o governo brasileiro a reagir. Desde então, diplomatas do Itamaraty têm buscado dialogar com autoridades dos EUA para esclarecer a função institucional do Supremo na preservação da ordem democrática.


A avaliação entre membros do Judiciário é de que, se não houver uma resposta à altura, o Brasil corre o risco de passar a imagem de fragilidade institucional e abrir precedentes perigosos para novas investidas externas contra decisões judiciais.


Eduardo Bolsonaro comemora e amplia pressão


Do lado bolsonarista, a fala de Rubio foi celebrada. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se encontra nos Estados Unidos e é alvo de investigações no Brasil, comemorou nas redes sociais a possibilidade de sanções contra Moraes, afirmando: “Venceremos”. Eduardo tem atuado como elo da direita brasileira com figuras da ala trumpista, incentivando ações internacionais contra autoridades brasileiras responsáveis pelos processos envolvendo bolsonaristas.


Risco de crise diplomática


No campo diplomático, cresce a preocupação de que o episódio leve o Brasil a uma crise aberta com os EUA, caso o governo Lula não se posicione com clareza. O temor é que o silêncio seja interpretado como sinal de fraqueza ou mesmo de concordância tácita com as pressões, num momento em que o equilíbrio institucional brasileiro está novamente colocado à prova.


A expectativa é de que o Itamaraty se manifeste formalmente nas próximas horas, reafirmando o princípio da soberania nacional e da independência entre os poderes. Enquanto isso, a tensão entre Brasília e Washington se intensifica, com potencial para impactos que transcendem a política interna e podem reverberar no cenário internacional.


ree

 
 
 

Comentários


bottom of page