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Ministério Público e polícia realizam ofensiva contra facção criminosa em Teresópolis

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 18 horas
  • 2 min de leitura

Uma força-tarefa das autoridades de segurança pública mobilizou agentes nesta quarta-feira em Teresópolis para cumprir dezenas de mandados contra integrantes ligados ao Comando Vermelho. A operação terminou com 27 presos e faz parte de uma investigação que apura o controle exercido pela facção em comunidades do município da Região Serrana.


As ações ocorreram nas localidades do Perpétuo, Pimentel e Rosário, áreas conhecidas como Complexo PPR, apontadas pelas investigações como centros de atuação do grupo criminoso.


A ofensiva foi coordenada pela 110ª Delegacia de Polícia, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e do 30º Batalhão da Polícia Militar. A denúncia criminal foi acompanhada pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal da cidade.


Segundo o Ministério Público, a Justiça autorizou 46 mandados de prisão preventiva contra investigados acusados de integrar a organização criminosa. Parte dos alvos ainda não foi localizada.


As investigações indicam que a facção passou por reorganização interna após a remoção de um antigo líder conhecido como “Cavalo” para um presídio federal. A partir disso, uma nova estrutura teria assumido o comando das atividades ilegais nas comunidades, mantendo rígida divisão de funções entre os integrantes.


De acordo com o MPRJ, o grupo exercia forte domínio territorial nas regiões investigadas, impondo medo à população através de ameaças e intimidações constantes. Os promotores relatam ainda episódios de violência praticados contra moradores e contra membros da própria facção suspeitos de descumprirem ordens internas.


As apurações também revelaram o uso de adolescentes em funções ligadas ao tráfico, incluindo vigilância armada e comercialização de drogas em pontos próximos a escolas e áreas de circulação pública.


Outro aspecto identificado pela investigação foi a exploração de atividades clandestinas paralelas ao tráfico de drogas, como serviços irregulares de internet em comunidades controladas pela facção.


Os presos responderão por tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e localizar os foragidos ligados à organização criminosa em Teresópolis.



 
 
 

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