Morte em salto radical gera embate entre Limeira e União sobre responsabilidade por ponte abandonada
- Marcus Modesto
- há 7 dias
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A morte de uma mulher durante uma atividade de rope jump na conhecida Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), desencadeou uma disputa entre a Prefeitura e o governo federal sobre quem deveria garantir a segurança da área. Após a tragédia registrada no último fim de semana, a administração municipal anunciou que pretende recorrer à Justiça para responsabilizar a União por suposta falta de fiscalização e controle do local.
Segundo a Prefeitura, alertas sobre os riscos existentes na ponte vinham sendo apresentados há meses. O prefeito Murilo Félix afirmou que a situação da estrutura se agravou diante da ausência de medidas efetivas para impedir o acesso de visitantes e a realização de atividades consideradas de alto risco.
A Ponte do Esqueleto fica em uma região rural próxima à divisa entre Limeira e Cordeirópolis. Construída originalmente para um projeto ferroviário que nunca saiu do papel, a estrutura acabou se transformando em ponto de encontro para praticantes de esportes de aventura e visitantes atraídos pela paisagem e pela altura do local.
A discussão sobre a responsabilidade pela área ganhou força porque o imóvel pertencia à antiga Rede Ferroviária Federal e somente neste ano teve sua transferência oficializada para a Secretaria do Patrimônio da União. O município sustenta que vinha cobrando providências relacionadas à segurança da ponte e ao controle das atividades desenvolvidas no local.
Em resposta, a Secretaria do Patrimônio da União informou que os saltos realizados na estrutura não possuíam autorização oficial e ressaltou que está colaborando com as investigações conduzidas pelas autoridades policiais.
O local já havia sido alvo de preocupações anteriormente. Relatos de acidentes envolvendo praticantes de esportes radicais e visitantes levaram o tema a debates públicos nos últimos anos. Mesmo diante dos alertas, empresas continuaram promovendo atividades de aventura na região, que passou a receber um número significativo de frequentadores.
As primeiras informações da investigação apontam que a vítima teria sido lançada da ponte sem que o sistema de segurança estivesse corretamente conectado. A mulher sofreu ferimentos graves em decorrência da queda e morreu no local antes de receber atendimento médico especializado.
Imagens registradas por testemunhas e divulgadas nas redes sociais passaram a integrar o material analisado pela Polícia Civil. Os vídeos podem ajudar a esclarecer se houve erro operacional, falha humana ou descumprimento de protocolos básicos de segurança durante a preparação do salto.
Após o acidente, seis pessoas foram conduzidas para prestar depoimento. Parte dos envolvidos permaneceu à disposição da polícia enquanto os investigadores reuniam informações sobre a organização da atividade e a responsabilidade dos participantes.
A apuração agora busca determinar se houve negligência por parte dos organizadores, falhas na conferência dos equipamentos ou outras irregularidades que possam resultar em responsabilização civil e criminal. O caso também reacendeu o debate sobre a fiscalização de áreas abandonadas que, mesmo sem estrutura adequada, acabam sendo utilizadas para atividades de aventura.




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